O que os hackers dizem ter roubado
Segundo informações reveladas inicialmente pelo jornal britânico The Guardian, o grupo afirma estar em posse de mais de 200 milhões de registros. O pacote de dados incluiria endereços de e-mail, histórico de buscas, vídeos assistidos e até informações de localização associadas às contas premium.
Se confirmado, o vazamento teria potencial devastador. Dados desse tipo podem ser usados para chantagem, golpes direcionados, engenharia social e exposição pública — um risco ainda maior quando se trata de consumo de conteúdo adulto.
Extorsão em bitcoin e ameaça de vazamento

O caso vai além de uma simples invasão. De acordo com a agência Reuters, integrantes do Shiny Hunters entraram em contato exigindo pagamento em bitcoin. Em troca, prometeriam não divulgar e apagar os dados obtidos.
Esse tipo de ataque segue um padrão cada vez mais comum: roubo de informações sensíveis combinado com extorsão direta, explorando o medo da exposição para pressionar empresas a pagar rapidamente.
Pornhub aponta falha em empresa terceirizada
Em resposta, o Pornhub divulgou um comunicado oficial afirmando que o incidente estaria ligado a uma violação envolvendo o Mixpanel, empresa de análise de dados que prestou serviços à plataforma no passado. Segundo o site, a parceria foi encerrada em 2021, o que indicaria que os dados não seriam recentes.
A empresa também afirmou que apenas um número limitado de usuários premium teria sido afetado. Outro ponto levantado é que os dados teriam sido acessados pela última vez em 2023 por uma conta legítima ligada à empresa controladora do Pornhub — o que, segundo eles, afastaria a hipótese de uma falha direta de segurança no Mixpanel.
Um gigante da internet na mira
Os números ajudam a entender o tamanho do problema. O Pornhub registra mais de 100 milhões de acessos diários e cerca de 36 bilhões de visitas por ano, figurando entre os sites mais acessados do planeta. Qualquer incidente envolvendo a plataforma ganha escala global quase instantaneamente.
Para usuários, o alerta é imediato: reforçar senhas, desconfiar de e-mails suspeitos e evitar reutilizar credenciais em outros serviços.
Quem são os Shiny Hunters
O nome Shiny Hunters não é novidade no mundo da cibersegurança. O grupo já foi associado a ataques de alto impacto envolvendo grandes empresas, incluindo a Salesforce, além de vazamentos de dados de marcas de luxo no Reino Unido.
Esse histórico reforça a credibilidade da ameaça — e aumenta a pressão sobre a empresa alvo.
O que fica de alerta para usuários
Mesmo que parte das informações seja antiga, o episódio expõe um problema recorrente: dados pessoais continuam circulando por anos em sistemas de terceiros. Para o usuário comum, fica a lição de sempre: minimizar informações sensíveis, usar autenticação em dois fatores e lembrar que, na internet, nada é totalmente privado.
O caso ainda está em andamento, mas uma coisa é certa: ataques hackers com extorsão não são mais exceção — são regra.
[Fonte: Correio Braziliense]