Por volta das 16h45 (horário de Brasília), o bitcoin recuava 2,46%, cotado a US$ 107.358,35, após atingir a mínima de US$ 105.306,56 nas últimas 24 horas, segundo dados da Binance. O ethereum também caiu, perdendo 5,29% e sendo negociado a US$ 3.642,69.
A corretora Bitfinex aponta dois fatores principais para a queda: a baixa demanda institucional — ou seja, o desinteresse de grandes fundos e investidores — e a realização de lucros por parte de quem já estava no mercado há mais tempo. Muitos investidores de longo prazo estão vendendo parte das suas posições para garantir ganhos antes de uma possível correção mais forte.
Além disso, o mercado ainda tenta reprecificar as expectativas em torno das decisões do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Os sinais vindos de autoridades do Fed foram “mistos”, o que aumentou a cautela e reduziu o apetite por risco.
O futuro do bitcoin ainda divide opiniões

O cenário é de incerteza — e os especialistas não chegam a um consenso. O LMAX Group acredita que o bitcoin pode se recuperar e até alcançar novas máximas históricas ainda este ano, impulsionado por uma retomada gradual da confiança do mercado.
Por outro lado, a Sigma Capital traça um panorama bem mais pessimista. Segundo a consultoria, a moeda digital deve continuar altamente volátil e pode cair entre 65% e 70% nos próximos dois anos se o cenário macroeconômico global continuar desfavorável.
Com investidores atentos às próximas falas do Fed e aos movimentos institucionais, o bitcoin segue como um ativo de extremos — entre a esperança de novos recordes e o medo de uma nova derrocada.
O que está claro é que o mercado cripto entrou em modo de defesa. E, até que o cenário econômico global se estabilize, o bitcoin continuará testando limites — tanto de preço quanto da paciência dos investidores.
[Fonte: CNN Brasil]