Contra todas as previsões, o Botafogo desafiou o impossível e venceu o Paris Saint-Germain pela segunda rodada da Copa do Mundo de Clubes. Com uma atuação marcada pela entrega coletiva e inteligência tática, o time de Renato Paiva fez história em solo americano. Em um Rose Bowl lotado, o Alvinegro conquistou um triunfo que o inscreve para sempre na memória dos grandes momentos do futebol brasileiro.
Defesa implacável e coragem sem medo
Desde o apito inicial, o Botafogo mostrou que não se intimidaria com o status do adversário. Mesmo diante do elenco estrelado do PSG, o time carioca entrou em campo sem medo, mantendo sua essência: marcação forte, transições rápidas e aplicação tática exemplar.
Renato Paiva definiu o cenário como o “cemitério dos favoritos” — e o PSG foi mais uma vítima sepultada. A linha defensiva funcionou como um bloco sólido, com jogadores dobrando e até triplicando a marcação nas proximidades da área. Todo movimento francês era prontamente neutralizado por um sistema de cobertura bem treinado.
Nos primeiros 15 minutos, o setor direito sofreu com a pressão dupla de Kvaratskhelia e Mayulu. Mas Paiva rapidamente corrigiu a falha, posicionando Allan para auxiliar Vitinho. A partir dali, o PSG praticamente não conseguiu mais jogar com liberdade no terço final do campo.
Gol de Igor Jesus e ataques cirúrgicos
O Botafogo escreveu um capítulo histórico no futebol mundial ao vencer o campeão da Champions League, Paris Saint-Germain, por 1 a 0, na segunda rodada da primeira edição da Copa Mundial Interclubes.https://t.co/L4yaoFBpVB pic.twitter.com/1NqLTO2UNf
— Robson Almeida (@RobsonRA410) June 20, 2025
Mesmo com menos posse de bola, o Botafogo nunca deixou de buscar o ataque. Soube dosar o momento de pressionar e o de esperar. O gol saiu justamente em uma dessas jogadas rápidas de recuperação: Artur interceptou no meio-campo, Savarino recebeu com espaço e serviu Igor Jesus, que contou com um desvio para vencer Donnarumma.
A estratégia de explorar as costas dos laterais do PSG, que subiam ao mesmo tempo, se mostrou eficiente durante todo o jogo. Mesmo com as entradas de Fabián Ruiz e Nuno Mendes no segundo tempo, os franceses continuaram sem criar chances claras com a bola rolando.
O Botafogo ainda teve a chance de ampliar com Savarino, que cabeceou fraco nas mãos do goleiro adversário. Mas o que se viu não foi um time apenas defensivo: o Alvinegro atacou com consciência sempre que pôde e controlou os riscos com maestria.
Reconhecimento até do adversário
O técnico Luis Enrique não poupou elogios após a partida. Reconheceu que o Botafogo foi “a equipe que melhor se defendeu contra o PSG” até o momento. A frase resume o tamanho do feito, diante de um dos clubes mais poderosos do futebol mundial.
No fim, a comemoração dos jogadores parecia a de uma conquista de campeonato — e com razão. Vencer o PSG parecia um sonho distante. Mas para este Botafogo, que une disciplina, entrega e coragem, o impossível virou realidade.
[ Fonte: G1.globo ]