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Ciência

Brasil fica para trás em ranking educacional; veja quem lidera

Um novo ranking educacional latino-americano revelou qual país tem o sistema mais eficaz em garantir que adolescentes de 15 anos estejam na escola, no ano correto e com aprendizado mínimo em Língua e Matemática. Os resultados surpreenderam e mudaram a posição de países tradicionalmente fortes na educação.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A educação é considerada um dos pilares do desenvolvimento social e econômico. Mas mais do que garantir acesso à escola, o desafio está em manter os alunos com uma trajetória escolar contínua e com aprendizado de qualidade. Um novo estudo regional revelou qual país da América Latina lidera nesse aspecto — e por que outros, como o Brasil, ainda enfrentam grandes desafios.

O que o índice educacional realmente mede

O Índice de Resultados Escolares (IRE) avaliou oito países da América Latina com base em três critérios:

  1. Se os estudantes de 15 anos ainda estão na escola.

  2. Se estão cursando a série correta para a idade.

  3. Se atingem os níveis mínimos de aprendizagem em Língua e Matemática segundo padrões internacionais, como os da prova PISA.

Diferente de outros indicadores que focam apenas em frequência, o IRE combina presença com desempenho — oferecendo um retrato mais fiel da eficácia dos sistemas educacionais.

Os resultados que surpreenderam a região

Países como Brasil e Argentina apresentam boas taxas de escolarização. No Brasil, por exemplo, 97% dos adolescentes de 15 anos estão na escola. No entanto, quando se mede o quanto esses estudantes realmente aprendem, o cenário muda: apenas 23 em cada 100 cumprem todos os critérios do IRE.

A Argentina, que já foi referência na região, aparece com 22%. A queda se explica por um desempenho cada vez mais baixo em leitura e matemática nos últimos anos.

Ranking Educacional (2)
© Nic Rosenau – Unsplash

O líder latino-americano: Chile

O destaque do estudo é o Chile, que ocupa o primeiro lugar no ranking com 38 de cada 100 estudantes de 15 anos cumprindo todos os requisitos: presença contínua na escola, sem repetências ou abandono, e com aprendizagem mínima garantida.

O país mantém uma cobertura escolar de 95% até os 17 anos e adotou políticas consistentes de qualidade e continuidade, combinando investimento, formação de professores e avaliações regulares.

Ranking completo e o que ele revela

Veja como ficou o ranking entre os oito países avaliados:

  • Chile: 38/100

  • Uruguai: 36

  • Peru: 28

  • México e Brasil: 23

  • Argentina: 22

  • Colômbia: 19

  • Paraguai: 11

O estudo mostra que não basta ter escolas cheias. É preciso garantir aprendizagem real e percurso escolar estável. Para o Brasil e outros países, o desafio é transformar presença em qualidade — e garantir que cada aluno chegue aos 15 anos não apenas na escola, mas realmente preparado para o futuro.

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