A educação é considerada um dos pilares do desenvolvimento social e econômico. Mas mais do que garantir acesso à escola, o desafio está em manter os alunos com uma trajetória escolar contínua e com aprendizado de qualidade. Um novo estudo regional revelou qual país da América Latina lidera nesse aspecto — e por que outros, como o Brasil, ainda enfrentam grandes desafios.
O que o índice educacional realmente mede
O Índice de Resultados Escolares (IRE) avaliou oito países da América Latina com base em três critérios:
- Se os estudantes de 15 anos ainda estão na escola.
- Se estão cursando a série correta para a idade.
- Se atingem os níveis mínimos de aprendizagem em Língua e Matemática segundo padrões internacionais, como os da prova PISA.
Diferente de outros indicadores que focam apenas em frequência, o IRE combina presença com desempenho — oferecendo um retrato mais fiel da eficácia dos sistemas educacionais.
Os resultados que surpreenderam a região
Países como Brasil e Argentina apresentam boas taxas de escolarização. No Brasil, por exemplo, 97% dos adolescentes de 15 anos estão na escola. No entanto, quando se mede o quanto esses estudantes realmente aprendem, o cenário muda: apenas 23 em cada 100 cumprem todos os critérios do IRE.
A Argentina, que já foi referência na região, aparece com 22%. A queda se explica por um desempenho cada vez mais baixo em leitura e matemática nos últimos anos.

O líder latino-americano: Chile
O destaque do estudo é o Chile, que ocupa o primeiro lugar no ranking com 38 de cada 100 estudantes de 15 anos cumprindo todos os requisitos: presença contínua na escola, sem repetências ou abandono, e com aprendizagem mínima garantida.
O país mantém uma cobertura escolar de 95% até os 17 anos e adotou políticas consistentes de qualidade e continuidade, combinando investimento, formação de professores e avaliações regulares.
Ranking completo e o que ele revela
Veja como ficou o ranking entre os oito países avaliados:
- Chile: 38/100
- Uruguai: 36
- Peru: 28
- México e Brasil: 23
- Argentina: 22
- Colômbia: 19
- Paraguai: 11
O estudo mostra que não basta ter escolas cheias. É preciso garantir aprendizagem real e percurso escolar estável. Para o Brasil e outros países, o desafio é transformar presença em qualidade — e garantir que cada aluno chegue aos 15 anos não apenas na escola, mas realmente preparado para o futuro.