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Ciência

Cada idade com seu superpoder mental: descubra o seu

Muita gente acredita que a juventude é o auge da inteligência, mas a ciência mostra que diferentes habilidades cognitivas atingem seu melhor desempenho em fases distintas da vida. Da velocidade de raciocínio à empatia, entenda como a mente humana evolui ao longo das décadas — e por que envelhecer pode significar ficar ainda mais inteligente.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Quando pensamos em gênios, geralmente os associamos à juventude. Mas estudos recentes mostram que a inteligência não tem um único pico. Na verdade, diferentes capacidades cognitivas atingem o auge em momentos distintos da vida. Algumas habilidades florescem aos 20, outras aos 50 — e outras continuam crescendo até os 70. A seguir, veja o que a ciência descobriu sobre como e quando pensamos melhor.

A mente evolui em etapas diferentes

Em 2015, o pesquisador Joshua Hartshorne publicou um estudo na Psychological Science com mais de 48 mil participantes testados online e em laboratório. A principal descoberta? A inteligência é multifásica: não atinge seu ponto alto de uma vez só.

A velocidade de processamento, por exemplo, costuma ser maior entre 18 e 19 anos. Já a memória de curto prazo atinge seu pico por volta dos 25 anos e se mantém estável por mais alguns anos. Curiosamente, a empatia e a capacidade de entender emoções alheias só se desenvolvem totalmente entre os 40 e 50 anos.

E há mais: o vocabulário — ou a habilidade de definir palavras com precisão — atinge seu auge entre os 65 e 75 anos.

Superpoder Mental (2)
© Unsplash – Magnet.me

Inteligência fluida x inteligência cristalizada

Para compreender essas mudanças, é importante distinguir dois tipos de inteligência: a fluida e a cristalizada.

A inteligência fluida está ligada à capacidade de resolver problemas novos, identificar padrões e pensar de forma abstrata. Ela é mais comum na juventude e tende a diminuir com o tempo.

Já a inteligência cristalizada é baseada na experiência, no conhecimento adquirido e na aplicação prática de tudo o que foi aprendido. Essa forma de inteligência pode crescer ao longo de toda a vida e costuma ser mais estável na maturidade.

O psicólogo Phillip L. Ackerman resume bem: “as tarefas mais complexas do mundo real exigem tanto raciocínio quanto bagagem de vida”.

Ficar mais velho também é ficar mais sábio

O envelhecimento não representa um declínio da mente, mas uma transformação. Os mais jovens se destacam pela rapidez e pelo pensamento lógico. Já os mais velhos mostram superioridade em julgamento, linguagem, empatia e compreensão.

Einstein pode ter feito história aos 26, mas a genialidade pode se manifestar em qualquer fase da vida. Afinal, cada etapa traz consigo um tipo único e valioso de inteligência.

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