O segredo está na tecnologia conhecida como range extender. Nesse sistema, o motor a combustão — um 1.0 turbo flex da Horse — não move as rodas. Ele funciona como gerador, alimentando a bateria que abastece o motor elétrico de 165 cv. Assim, a tração é totalmente elétrica, mas sem a necessidade de depender de tomadas para recarga.
Para especialistas, a proposta resolve um dos maiores medos do consumidor: a ansiedade de autonomia, aquela dúvida constante se o carro vai ter bateria suficiente para a viagem.
O sonho de uma montadora 100% brasileira

A Lecar foi fundada por Flávio Figueiredo, que defende o etanol como a grande carta na manga do Brasil para liderar a mobilidade verde. Protótipos já circulam em testes e a pré-venda do Lecar 459 começou com previsão de produção em 2025.
“Nascemos com a ambição de popularizar o uso do etanol no mundo com nossos carros híbridos flex e o etanol brasileiro como melhor opção da mobilidade verde global”, disse Figueiredo em entrevista recente.
Além do cupê, a marca já planeja novos modelos, incluindo a picape Campo, também equipada com a mesma tecnologia híbrida flex.
Incentivos e competitividade
O projeto chega em um momento em que o governo federal aposta pesado na mobilidade sustentável. O programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação) destina bilhões de reais em incentivos para veículos menos poluentes. Essa política pode ser a chave para viabilizar a produção em escala do Lecar 459 e torná-lo competitivo frente a carros elétricos importados.
Os próximos passos e os desafios
Apesar do otimismo, o caminho ainda exige certificações, testes e adaptação da indústria para uma produção em massa. Mesmo assim, o Lecar 459 simboliza um movimento importante na indústria automotiva brasileira, que busca unir inovação, sustentabilidade e acessibilidade.
[Fonte: Gazeta SP]