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Ciclone Alfred Força Fechamento de Escolas e Transporte: Milhões em Risco na Austrália

A Austrália enfrenta uma ameaça climática sem precedentes com a chegada do ciclone Alfred. A tempestade já provoca ventos fortes e chuvas intensas, obrigando o fechamento de escolas e a paralisação do transporte público. Brisbane, uma das maiores cidades do país, está diretamente na trajetória do fenômeno. Como isso afetará a população e quais são os riscos mais urgentes?
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Tempo de leitura: 2 minutos

Ventos Fortes e Medidas de Emergência

Os ventos do ciclone Alfred já atingem velocidades entre 80 e 90 km/h, e as previsões indicam que sua força continuará aumentando. A tempestade deve tocar a costa de Queensland no sábado, impactando uma região densamente povoada, incluindo Brisbane, que sediará os Jogos Olímpicos de 2032.

O último ciclone a cruzar essa região foi Zoe, em 1974, causando inundações devastadoras. A raridade desses eventos no sudeste do país torna a situação ainda mais preocupante, já que a infraestrutura local não está tão preparada para lidar com ciclones tropicais.

Impacto Sobre Milhões de Pessoas

Mais de 4 milhões de pessoas estão na rota do ciclone, que já provocou cortes de energia e inundações. Atualmente, Alfred está a 240 km de Brisbane, com ventos sustentados de 95 km/h e rajadas de até 130 km/h. Embora sua intensidade permaneça estável antes de tocar a terra, o maior perigo são as enchentes, que podem afetar cerca de 20.000 residências em Brisbane, cidade situada sobre uma extensa planície fluvial.

Diante do agravamento do cenário, o primeiro-ministro Anthony Albanese anunciou o fechamento de 660 escolas no sul de Queensland e 280 no norte de Nova Gales do Sul. Além disso, o governo federal distribuiu 310.000 sacos de areia para conter alagamentos, mas a demanda continua elevada, levando alguns moradores a utilizarem sacos de mistura para vasos de plantas como alternativa.

Falta de Suprimentos e Caos nas Ruas

A corrida por suprimentos já esvaziou prateleiras de supermercados, com escassez de itens essenciais como pão, leite, água engarrafada e baterias. Com o transporte público suspenso e apenas cirurgias emergenciais sendo realizadas nos hospitais, a cidade está praticamente paralisada.

Os moradores enfrentam longas filas para obter sacos de areia, enquanto alguns pontos de distribuição já estão esgotados. A procura intensa levou até mesmo ao roubo de areia de um centro de vôlei de praia. Além disso, ruas vazias e o medo da tempestade criam um clima de tensão em toda a região.

Inundações e Ventos Derrubam Infraestrutura

Os efeitos do ciclone já são sentidos no norte de Nova Gales do Sul, onde 4.500 residências e comércios ficaram sem eletricidade devido à queda de árvores e postes. As chuvas intensas elevaram os níveis dos rios, levando as autoridades a recomendarem evacuação imediata para 14 comunidades.

Enquanto isso, a costa próxima à fronteira tem sido castigada por mares revoltos há dias. Uma onda recorde de 12,3 metros foi registrada em Gold Coast, demonstrando a força destrutiva da tempestade.

Mais Tempo Para Se Preparar, Mas Riscos Persistem

Inicialmente, esperava-se que Alfred tocasse a terra já na noite de quinta-feira, mas sua progressão mais lenta deu aos moradores mais tempo para se protegerem. No entanto, isso também significa maior exposição a chuvas prolongadas e ventos fortes, aumentando os riscos de danos e inundações severas.

A meteorologista Jane Golding alertou que essa demora pode intensificar o impacto da tempestade: “Teremos mais tempo para que a chuva caia e o vento cause danos”, afirmou. Com um cenário em constante evolução, autoridades e moradores permanecem em alerta máximo para enfrentar a chegada do ciclone Alfred.

 

Fonte: Infobae

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