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Ciência

Cientistas preveem o fim da humanidade e a data assusta

Um novo estudo está circulando na internet com um aviso inquietante: o fim da humanidade pode chegar em pouco mais de três séculos. A previsão aponta que a população mundial entraria em colapso total até o ano de 2339. Mas calma — os próprios dados levantam dúvidas importantes e acendem um sinal de alerta sobre como essas projeções são feitas.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Entenda a previsão que fala em fim da humanidade

O levantamento foi feito pela Associação de Centros de População e se baseia em uma combinação simples: taxa de mortalidade estável e queda acentuada da fertilidade.

Entre 2019 e 2024, a taxa de natalidade caiu cerca de 7,5%, enquanto o índice de mortes permaneceu praticamente no mesmo nível. A partir disso, os cientistas traçaram uma projeção populacional de longo prazo.

O resultado é dramático. Segundo o estudo, a população mundial, estimada hoje em cerca de 8,1 bilhões de pessoas, teria um breve crescimento até 8,5 bilhões em 2039. Depois disso, começaria uma queda vertiginosa:

  • Em 2139: entre 1,55 e 1,81 bilhão de pessoas
  • Em 2239: entre 4,95 e 5,84 milhões
  • Em 2284: não haveria mais pessoas com menos de 20 anos
  • Em 2339: população mundial chegaria a zero

É daí que surge a previsão do fim da humanidade em 314 anos.

Veja como a queda de fertilidade muda tudo

Cientistas preveem o fim da humanidade e a data assusta
© https://x.com/BarbarianDisco/

O fator-chave dessa projeção é a queda de fertilidade. Menos nascimentos, ao longo de décadas, geram uma população cada vez mais envelhecida. De acordo com o estudo, em 2284, mais de 90% dos humanos teriam mais de 65 anos.

Esse cenário afetaria tudo: força de trabalho, economia, produção de alimentos e até a capacidade de manter serviços básicos funcionando. Por isso o fim da humanidade aparece como um desfecho teórico desse processo extremo.

Mas aqui entra um ponto essencial: os próprios autores admitem que o período analisado é muito curto.

Alerta: por que essa previsão é tão controversa

O maior problema do estudo é a base de dados. Os demógrafos usaram apenas cinco anos de informações (2019 a 2024), um intervalo considerado pequeno demais para definir tendências globais.

Além disso, esse período foi marcado por eventos totalmente atípicos, como a pandemia de covid-19. A crise sanitária afetou diretamente os índices de natalidade, mortalidade e planejamento familiar em vários países.

Por isso, muitos especialistas tratam essa previsão do fim da humanidade como um exercício teórico extremo — e não como um destino inevitável.

O que diz a ONU sobre o futuro da população mundial

A Organização das Nações Unidas (ONU) apresenta uma visão bem diferente. Segundo as projeções oficiais, a população mundial ainda deve crescer até cerca de 10,3 bilhões de pessoas por volta da década de 2080.

Depois disso, haveria uma leve queda, chegando a aproximadamente 10,2 bilhões em 2100 — bem longe de qualquer cenário de fim da humanidade.

Segundo a ONU:

  • 63 países já atingiram seu pico populacional
  • 48, incluindo o Brasil, devem atingir o pico em cerca de 30 anos
  • 126 países, como Índia e Estados Unidos, devem atingir o máximo depois
  • Alguns países africanos continuam crescendo ao longo do século

Uma previsão chocante, mas longe de ser o fim

A ideia de um fim da humanidade em 314 anos chama atenção, mas está longe de ser consenso científico. O estudo serve como alerta sobre o envelhecimento da população e a queda da fertilidade — mas não como uma sentença final. O futuro demográfico do planeta ainda está em aberto, e muito pode mudar nas próximas décadas.

[Fonte: Correio Braziliense]

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