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Ciência

Com mais de 4 metros de comprimento e centenas de quilos, um enorme predador marinho acaba de ressurgir nas águas próximas a um balneário dos EUA

Seu movimento está sendo monitorado por cientistas e pode revelar mudanças surpreendentes nos hábitos migratórios de uma espécie ameaçada.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Um dos maiores tubarões-brancos já registrados no Atlântico ressurgiu, despertando atenção entre biólogos marinhos e turistas. Conhecido como Contender, o animal parece estar seguindo uma rota migratória pouco comum e se aproximando de áreas muito frequentadas no verão. Sua movimentação pode trazer informações valiosas para a ciência e também levantar alertas sobre questões ambientais e comportamentos de outras espécies marinhas.

Um predador monumental em movimento

Com mais de 4 metros de comprimento e centenas de quilos, um enorme predador marinho acaba de ressurgir nas águas próximas a um balneário dos EUA
© Pexels

Com 4,3 metros de comprimento e 725 quilos, Contender foi marcado por pesquisadores da organização OCEARCH, a cerca de 72 km da costa entre a Flórida e a Geórgia. Após um mês sem sinal — o rastreador só funciona quando a barbatana dorsal surge acima da água —, o tubarão reapareceu nas proximidades de Pamlico Sound, na Carolina do Norte.

Acredita-se que ele tenha aproximadamente 30 anos e que sua atual jornada esteja ligada a um período crítico de alimentação. Essa fase seria fundamental para acumular energia e sustentar uma possível migração de mais de 1.600 quilômetros rumo ao norte do continente.

O que a migração pode indicar

De acordo com especialistas da OCEARCH, esse deslocamento está alinhado com o padrão de migração de primavera-verão dos grandes tubarões-brancos. Nessa época, eles deixam as áreas mais quentes do sul e se dirigem às zonas de alimentação no nordeste dos EUA e do Canadá Atlântico.

Além de ser um comportamento esperado, essa rota permite que cientistas coletem dados valiosos sobre o impacto das mudanças climáticas e da presença humana nos oceanos. A conservação dessa espécie é vital para o equilíbrio dos ecossistemas marinhos, já que o tubarão-branco regula populações de presas e mantém o ciclo ecológico saudável.

Contudo, novas ameaças têm surgido. Orcas passaram a caçar esses tubarões em regiões como a África do Sul e a Austrália, visando especificamente seus fígados, ricos em nutrientes. Isso pode estar influenciando mudanças de rota e dispersões mais amplas.

A jornada de Contender ainda está em andamento, mas já oferece pistas intrigantes sobre a saúde dos oceanos e a adaptação dos grandes predadores a um mundo em transformação.

[Fonte: Extra – Globo]

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