Pular para o conteúdo
io9

De alguma forma, Severance ficou ainda mais intrigante

"Trojan's Horse" pode ter sido o episódio mais denso da série da Apple TV+ até agora.
Por

Tempo de leitura: 4 minutos

Estamos acostumados com episódios densos de Severance, mas o desta semana foi além. Houve tanta coisa em cada cena que qualquer uma delas poderia ter sustentado um episódio inteiro. Como resultado, fomos deixados com quase descobertas, verdades, mentiras, revelações e implicações demais para discutir. Mas vamos tentar. Vamos falar sobre “Trojan’s Horse”, o quinto episódio da segunda temporada de Severance.

Retomando um enredo deixado em aberto no episódio três, um homem cujo rosto não vemos assobia “The Wreck of the Edmund Fitzgerald” enquanto empurra um carrinho em direção ao setor de Óptica e Design. Lá, ele cumprimenta duas mulheres, uma delas sendo Felicia, amiga de Irv e Burt, e pergunta se elas têm “eles”. “Eles”, descobrimos, é um conjunto de ferramentas dentárias, que o homem leva e empurra pelo corredor escuro que reconhecemos instantaneamente como o Corredor de Exportações, o mesmo que o “outie” de Irv vinha pintando e que Felicia já mencionara conhecer. Por que a Lumon precisa de ferramentas dentárias sendo transportadas por um corredor escuro e sinistro? Estariam realizando cirurgias para alterar ou proteger a identidade de alguém? Talvez de alguém dado como morto no mundo exterior?

Claro, não obtemos essas respostas ainda. Em vez disso, vemos o “outie” de Mark em casa, tomando remédios e bebendo um líquido branco e repulsivo. Sua irmã, Devon, liga e percebemos que o episódio anterior inteiro – o ORTBO – ocorreu em um único fim de semana. E foi aprovado pelos “outies”. Mark explica que seu “outie” caiu de uma corda e acordou molhado. Uma mentira, claro, mas é fascinante pensar nas experiências traumáticas que o “innie” Mark vivenciou e como a Lumon mentiu sobre isso.

Em um movimento inesperado, Severance decide ser honesto com o público. Na Lumon, vemos Helena em uma reunião com Natalie e o Sr. Drummond sobre o ORTBO. Descobrimos que foi Helena, e não Helly, quem esteve no andar dos “severed” o tempo todo. Mas, após Irv descobrir isso e tentar matá-la, decidiram deixar Helly voltar. Helena é contra, pois acha os “innies” “animais”, mas acreditam que a presença de Helly é necessária para que Mark conclua seu trabalho em Cold Harbor.

Assim, pela primeira vez nesta temporada, Helly retorna ao andar “severed”. Mas ela está muito atrasada: a última vez que esteve lá foi no final da temporada anterior e, portanto, não conversou com ninguém sobre a Contingência Overtime, a identidade de sua “outie” e o evento no gala. Antes que possa lidar com tudo isso, Helly, Mark e Dylan são levados ao escritório do Sr. Milchick para discutir os acontecimentos recentes. E, meu caro leitor, foi uma cena e tanto.

Milchick admite que Helena Egan fingiu ser Helly para realizar pesquisas para a empresa. Confirma ainda que, quando Irv descobriu isso e tentou matá-la, foi permanentemente dispensado. Dylan pergunta se isso significa que Irv morreu, mas Milchick explica que seu “outie” está em um cruzeiro (o que mais tarde descobrimos ser mentira). Dylan, irritado, chama Milchick de assassino. Helly, por sua vez, fica chocada ao saber que Helena roubou sua identidade, uma reviravolta intrigante para a série.

Para amenizar a situação, Milchick conta a história de “Gråkappan”, o apelido do rei Carlos XI da Suécia no século XVII, que se disfarçava de cidadão comum para entender melhor seu reino. Segundo Milchick, Kier Egan fazia o mesmo e Helena estava seguindo essa tradição. Embora saibamos que não devemos confiar em Milchick, a história é real. Ele também é honesto ao afirmar que Irv não voltará. Dylan pede uma cerimônia fúnebre, e Milchick, relutante, concorda.

Milchick liga para a Sra. Huang e pede um “kit de luto”. Ela menciona que esses kits são destinados a “innies” que morrem no andar, não fora dele. Isso sugere que mortes no ambiente de trabalho são comuns o suficiente para exigirem kits de luto? Quantas vezes isso já aconteceu? Uma reflexão macabra que reforça a percepção de que os “innies” são tratados como seres inferiores.

A cerimônia de Irv é desconfortável e bizarra, com histórias constrangedoras e até uma escultura de melão com o rosto dele. Após o evento, Dylan, irritado, revela a Helly que a Sra. Casey é a esposa de Mark no mundo exterior. Helly fica chocada e, ao confrontar Mark, ele expressa frustração e desconfiança. Enquanto isso, Dylan nota um cartaz com a frase “Hang in there”, a mesma dita por Irv antes de morrer. Ao investigar, encontra instruções detalhadas sobre como chegar ao Corredor de Exportações.

Milchick enfrenta sua temida avaliação de desempenho, com críticas bizarras e menções ao caos causado pelos funcionários “severed” desde que ele substituiu Harmony Cobel. Promete voltar ao básico e “tratá-los como realmente são”, algo que coloca em prática logo depois, ao confrontar Mark no elevador e fazer uma insinuação perturbadora sobre Helly.

Devon desconfia das intenções de Ricken ao escrever um livro sobre “innies”, principalmente após os traumas de Mark. Enquanto isso, Irv, o “outie”, revela que foi demitido por suspeita de saber demais e encontra Burt, que o convida para jantar.

Por fim, Mark, desconfiado de ser espionado, tem um “blip” e, pela primeira vez, vê sua esposa viva nos corredores brancos da Lumon. Ele chora e o episódio termina.

Que episódio! Uma avalanche de informações, reviravoltas e perguntas não respondidas. Quantas pessoas já morreram na Lumon? O que há por trás da Cold Harbor? Qual o papel de Reghabi? Vamos discutir tudo isso e muito mais.

Partilhe este artigo

Artigos relacionados