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Tecnologia

Declarações de Elon Musk sobre benefícios da guerra geram controvérsia global

Declarações recentes de Elon Musk sobre os supostos efeitos positivos dos conflitos armados vêm gerando inquietação. Mesmo afastado do governo dos EUA, sua influência como megacontratado militar e figura central na tecnologia espacial levanta dúvidas sobre as reais intenções por trás de suas palavras — e de seus interesses.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Elon Musk não é apenas um dos empresários mais influentes do planeta — ele também ocupa uma posição privilegiada como fornecedor do governo dos Estados Unidos por meio da SpaceX. Nos últimos meses, no entanto, seus comentários públicos sobre a guerra têm causado apreensão. Musk vem defendendo que os conflitos armados podem trazer benefícios estruturais às sociedades, despertando receios sobre o uso de seu poder e influência.

Musk vê a paz como um risco para o futuro

Na última segunda-feira, Musk escreveu em sua conta na rede X (antigo Twitter):

“A história mostra que civilizações em longos períodos de paz sem ameaças externas tendem a registrar queda de natalidade após algumas gerações. Os romanos já se preocupavam com isso.”

O empresário frequentemente menciona o Império Romano como modelo, e vem sugerindo que a prosperidade em tempos de paz enfraquece as sociedades, especialmente no que se refere à taxa de natalidade — principalmente entre os mais ricos dos países ocidentais.

Guerra como “função purificadora”?

Em maio, durante o Fórum Econômico do Catar, Musk foi ainda mais direto:

“Sem guerras existenciais prolongadas, não há mecanismos que limpem leis e regulações inúteis.”

A declaração causou uma onda de críticas. Musk também atacou a jornalista que o entrevistava, chamando-a de “NPC” (personagem não jogável) e insinuou que opositores deveriam ser presos. Isso marcou seu afastamento do governo Trump, com quem rompeu após divergências internas — embora suas empresas continuem sendo altamente financiadas pelo Estado.

Conflito com Trump e influência intacta

Apesar do rompimento, Musk mantém uma posição estratégica. De acordo com o Washington Post, suas empresas já receberam mais de 38 bilhões de dólares em contratos e subsídios públicos. Mesmo quando Trump ameaçou cortar verbas, o Wall Street Journal revelou que a SpaceX era considerada “essencial demais” para ser deixada de lado.

A tensão aumentou após Musk acusar Trump de envolvimento nos arquivos ligados a Jeffrey Epstein. Ainda assim, nenhum corte significativo foi feito. Isso levanta preocupações sobre a extensão do poder de Musk, mesmo fora do governo.

Quando a guerra vira interesse de negócios

Musk não esconde que suas motivações são claras — e frequentemente lucrativas. Quanto mais satélites são lançados, mais contratos vão para a SpaceX. Sua fortuna pessoal depende, em parte, de recursos estatais ligados à segurança nacional. Por isso, suas falas sobre guerra como algo “benéfico” soam alarmantes. Afinal, para alguém com tanto poder, ideias perigosas podem se transformar em estratégias concretas.

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