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Tecnologia

Denza, nova marca premium da BYD, estreia no Brasil com carros de até R$ 800 mil e foco em tecnologia e luxo

A BYD amplia sua atuação no Brasil com a chegada da marca premium Denza, que estreia no Salão do Automóvel de São Paulo com três modelos e rede própria. O SUV B5 será o primeiro a ser vendido, seguido pela perua Z9 GT e pela minivan D9 — todas com alto nível de tecnologia e preços de luxo.
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Tempo de leitura: 3 minutos

 O mercado automotivo brasileiro ganha um novo protagonista no segmento premium. A Denza, divisão de alto padrão da BYD, desembarca no país com três veículos voltados a um público que busca luxo, potência e eletrificação avançada. A chegada acontece no Salão do Automóvel de São Paulo e marca a expansão chinesa sobre um nicho tradicionalmente dominado por europeias. Com rede exclusiva, preços elevados e foco tecnológico, a Denza quer disputar espaço no topo — mas dependerá de aceitação nacional.

Estreia no Brasil e posicionamento de mercado

Criada em 2010 em parceria com a Mercedes-Benz, a Denza chega com engenharia de base alemã e estratégia de produto voltada para tecnologia embarcada, plataformas elétricas e acabamento premium. Embora pertença ao grupo BYD, a operação será separada, com rede de concessionárias própria e possibilidade de produção futura em Camaçari (BA), onde a fabricante mantém sua fábrica nacional.

A primeira loja será inaugurada na Avenida Europa, em São Paulo — endereço tradicional do luxo automotivo brasileiro. A operação ficará sob responsabilidade do grupo Dahruj, e o comando local está nas mãos de Werner Schaal, executivo com passagem por marcas como Porsche e Mercedes-Benz.

O primeiro lançado: Denza B5

O Denza B5 será o primeiro modelo à venda no país, com preço sugerido de R$ 436 mil. Trata-se de um SUV de proposta robusta, construído sobre chassi com longarinas e equipado com sistema híbrido plug-in DMO. O conjunto conta com motor 1.5 turbo e dois motores elétricos, entregando 677 cv e impressionantes 77,5 kgfm de torque. A tração é 4×4 e o 0 a 100 km/h ocorre em cerca de 5 segundos.

A bateria de 31,8 kWh permite rodar até 100 km em modo elétrico puro (ciclo chinês), com autonomia total que pode chegar a 1.200 km. O modelo incorpora três bloqueios de diferencial, suspensão ativa DiSUS-P com mais de 20 sensores e até 16 modos de condução, apostando no perfil off-road tecnológico.

Por dentro, o B5 exibe acabamento premium com bancos de couro com dez pontos de massagem, aquecimento e ventilação. Há som Devialet com 18 alto-falantes, refrigerador interno, cockpit DiLink, head-up display e três telas — 12,3” para o passageiro, 15,6” central e 12,3” para o painel. Em segurança, são 11 airbags e carroceria com 96% de aço de alta resistência. A bateria Blade com tecnologia CTC integra o conjunto estrutural para maior rigidez.

O SUV será vendido com cinco opções de cor externa (Pearl Gold, Olive Green, Sky Blue, Stone Gray e Onyx Black) e três acabamentos internos (Forest Grey, Grafite Ocean e Desert Sand).

Próximos lançamentos: Z9 GT e D9

Em 2026, a marca ampliará o portfólio com dois modelos ainda mais sofisticados. A perua de alto desempenho Z9 GT chega no primeiro semestre e traz três motores elétricos com 965 cv e aceleração de 0 a 100 km/h em 3,4 s. Com 5,23 metros e arquitetura elétrica e-Platform 3.0 Evo, promete autonomia superior a 630 km. O preço estimado é de R$ 650 mil.

No segundo semestre, será a vez da minivan D9, voltada ao luxo executivo. Com versões híbridas ou 100% elétricas e até sete lugares, o modelo oferecerá autonomia acima de 1.000 km nas variantes híbridas mais potentes. No Brasil, entretanto, o valor projetado de R$ 800 mil deve limitar o público — minivans premium são raras no mercado local, apesar do sucesso do formato na China.

A chegada da Denza marca um novo capítulo na disputa por consumidores de alto padrão, trazendo ao país veículos eletrificados potentes, tecnológicos e com preços que rivalizam com europeus tradicionais. O B5, mais acessível entre os três, pode ser o grande termômetro do apetite brasileiro por luxo chinês. A resposta do mercado dirá se a estratégia encontrará tração real nas ruas. 

 

[ Fonte: CNN Brasil ]

 

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