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Ciência

Descoberta impressionante revela o que realmente provoca os raios nas tempestades

Por trás de cada raio há um processo invisível que começa muito antes do primeiro trovão. Uma descoberta científica recente revelou detalhes surpreendentes sobre a origem desse fenômeno natural, envolvendo partículas cósmicas, explosões silenciosas e reações em cadeia. Prepare-se para enxergar os relâmpagos com outros olhos.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Durante séculos, os raios foram vistos como fenômenos inexplicáveis — ora temidos, ora admirados. Mas agora, a ciência conseguiu decifrar os segredos por trás desse espetáculo natural. Um novo estudo revela que as tempestades elétricas são resultado de processos muito mais complexos e invisíveis do que se imaginava. Conheça os bastidores cósmicos e científicos por trás dos relâmpagos.

O berço das tempestades

Tudo começa dentro de nuvens do tipo cumulonimbus, imensas formações que podem atingir até 20 quilômetros de altura. Nessas estruturas, a combinação de calor, umidade e energia gera campos elétricos intensos. Embora a ligação entre esses campos e os raios já fosse conhecida, os mecanismos exatos ainda eram um mistério — até agora.

Um gatilho vindo do espaço

Segundo uma pesquisa liderada por Victor Pasko, da Universidade Estadual da Pensilvânia, o ponto de partida está nas partículas cósmicas que chegam do espaço e colidem com a atmosfera terrestre. Essas partículas geram elétrons de altíssima energia que, ao se encontrarem com os campos elétricos das nuvens, desencadeiam reações em cadeia invisíveis, gerando raios X e multiplicando partículas subatômicas.

Esse processo, conhecido como flash terrestre de raios gama, ocorre em pontos muito localizados e, muitas vezes, sem emitir luz ou som — tornando-o praticamente indetectável a olho nu.

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© FreePik

O modelo que explicou o fenômeno

A equipe utilizou um modelo matemático chamado Photoelectric feedback discharge (descarga por retroalimentação fotoelétrica), que conseguiu simular a formação dos raios com grande precisão. Esse modelo mostrou como os elétrons interagem com moléculas como oxigênio e nitrogênio, gerando novas partículas e diferentes tipos de sinais de rádio — algo que antes não era totalmente compreendido.

Também foi possível entender fenômenos menos conhecidos, como as chamadas descargas compactas intranuvem, que ocorrem de forma localizada e silenciosa.

Muito antes do primeiro trovão

Uma das revelações mais impressionantes é que os raios começam a se formar muito antes de se manifestarem visivelmente. Pequenas explosões eletromagnéticas, impulsionadas por raios X e efeitos fotoelétricos, atuam como faíscas silenciosas dentro da nuvem, iniciando o processo que culmina nos relâmpagos que vemos no céu.

Além de mudar nossa compreensão sobre as tempestades, essa descoberta pode abrir caminhos para melhorar previsões meteorológicas e estratégias de prevenção de acidentes em áreas vulneráveis.

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