Cientistas descobriram uma nova espécie de crustáceo supergigante no Vietnã, adquirindo exemplares de pescadores e restaurantes para estudo. O animal, que habita regiões profundas, recebeu um nome inspirado em um icônico personagem de “Star Wars” devido à semelhança de sua cabeça com um capacete famoso. A descoberta foi oficialmente documentada em um renomado periódico científico e adiciona mais um membro à lista de isópodes supergigantes conhecidos.
Uma criatura impressionante das profundezas
Batizada de Bathynomus vaderi, a espécie pode atingir 32,5 cm de comprimento e pesar mais de 1 kg, sendo um dos maiores isópodes já registrados. Seu pleotelso possui 11 espinhos curvados para cima, uma característica distinta que o diferencia de outras espécies. É o segundo isópode supergigante identificado no Mar do Sul da China.
O local exato de sua captura ainda é incerto, pois os comerciantes apenas informaram que os exemplares foram pescados em águas profundas próximas às Ilhas Spratly.
A crescente popularidade como iguaria
Nos últimos anos, o consumo de Bathynomus cresceu significativamente no Vietnã, onde é apreciado por sua carne, frequentemente comparada à de lagostas. Esse aumento na demanda intensificou a pesca da espécie, que é vendida viva em mercados e restaurantes especializados.
Em 2017, os preços em Hanói chegaram a US$ 80 por quilo, mas atualmente variam entre US$ 27 e US$ 40, dependendo do tamanho do animal. Os crustáceos são mantidos em tanques de água fria até serem preparados para consumo.
Diversidade e novas descobertas
Atualmente, há 11 espécies de Bathynomus classificadas como “supergigantes” e nove como “gigantes”, mas ainda existem diversas espécies não descritas.
Entre os maiores representantes do gênero, machos de Bathynomus jamesi podem atingir 41 cm de comprimento e pesar mais de 2,6 kg, sendo o maior isópode supergigante conhecido no Indo-Pacífico Ocidental.
Os chamados “insetos marinhos” são frequentemente vendidos online, com lojas de frutos do mar enviando os animais vivos em caixas de gelo diretamente aos consumidores. Essa prática contribui para a disseminação da espécie no mercado gastronômico e amplia seu reconhecimento global.
[Fonte: G1]