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Ele jogou golfe, ignorou Wall Street e irritou o mundo: a estratégia que Trump se recusa a abandonar

Apesar da pressão internacional e do colapso dos mercados, Donald Trump mantém sua postura inflexível. Conversas com líderes globais e investidores não o demoveram de uma decisão que pode alterar profundamente a economia global. Descubra por que o presidente dos EUA insiste nesse caminho arriscado.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Em meio a uma turbulência nos mercados globais e críticas que se acumulam de todas as partes do planeta, Donald Trump permanece firme em sua estratégia comercial. Durante um fim de semana entre partidas de golfe e reuniões com investidores e líderes estrangeiros, o presidente norte-americano reforçou seu compromisso com os novos impostos sobre importações. A tensão cresce, mas ele não dá sinais de recuo.

Trump entre o golfe e o caos financeiro

Durante o fim de semana, Trump alternou entre partidas de golfe em seu condomínio na Flórida e conversas com chefes de Estado e investidores de tecnologia, que expressaram abertamente suas preocupações com os impactos das tarifas impostas por Washington.

Ao retornar a Maryland no domingo, o presidente falou com jornalistas no Air Force One. Sorridente, celebrou sua vitória em um torneio de golfe, ignorando a gravidade da situação econômica. Questionado sobre a queda dos mercados, respondeu de forma evasiva: “Às vezes é preciso tomar remédio para resolver um problema”.

Um impacto bilionário em tempo recorde

Apesar da pressão internacional e do colapso dos mercados, Donald Trump mantém sua postura inflexível.
© Unsplash

Na quinta e sexta-feira anteriores, o mercado financeiro norte-americano sofreu um baque impressionante: cerca de 6,9 trilhões de dólares em valor de mercado evaporaram. O índice Dow Jones caiu mais de 3 mil pontos, o equivalente a 7,9%, enquanto o Nasdaq desabou 10% e o S&P 500 perdeu 9,1%.

As projeções para a segunda-feira também não eram animadoras. Os mercados futuros apontavam para um novo tombo: queda de 3,7% no Dow Jones, 4,3% no S&P 500 e 5,4% no Nasdaq 100.

Críticas de peso e advertências sombrias

Mesmo aliados tradicionais de Trump demonstraram insatisfação. O bilionário Bill Ackman, por exemplo, publicou em sua conta na rede X que, apesar de respeitar o presidente, considera a decisão de impor tarifas generalizadas a partir de 9 de abril um grave erro.

Ackman propôs uma suspensão de 90 dias da medida e alertou: se mantida, os EUA podem mergulhar em um “inverno nuclear econômico autoinduzido”.

Aposta firme com apoio estratégico

Ignorando críticas e advertências, Trump decidiu intensificar sua ofensiva. Nesta segunda-feira, ele se reuniria com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para discutir a tarifa de 17% aplicada a produtos importados de Israel.

Na véspera, Netanyahu já havia se encontrado com o secretário de Comércio, Howard Lutnick, numa reunião que, segundo comunicado oficial, foi “calorosa, amistosa e produtiva”.

Trump e Netanyahu têm uma relação de longa data e são aliados estratégicos na luta contra o terrorismo no Oriente Médio. Essa proximidade pode ser usada politicamente para tentar justificar a nova política tarifária diante da opinião pública.

O plano de Trump: proteger e negociar

Trump afirma que o objetivo de sua política é proteger a indústria americana, reduzir os preços dos bens de consumo, gerar empregos e aumentar a arrecadação. Também busca conter o avanço da ofensiva econômica da China no cenário global.

O presidente só cogita suspender os novos impostos mediante negociações diretas com cada país interessado. Nesses encontros, a contraparte apresenta uma proposta técnica e política, que é analisada por Lutnick antes de ser levada ao Salão Oval.

A decisão final será sempre de Trump: aceitar o acordo ou intensificar sua estratégia. Mesmo com o risco de uma recessão global, ele demonstra estar disposto a seguir firme com seu plano.

 

Em tempos de incerteza global e mercados à beira de um colapso, Donald Trump opta pela confrontação e pela aposta geoeconômica. A comunidade internacional observa com apreensão, enquanto o presidente norte-americano joga alto — e por conta própria — no tabuleiro da economia mundial.

 

Fonte: Infobae

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