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Enquanto faz sucesso nas exportações e ganha espaço nas mesas internacionais, um peixe típico dos rios brasileiros ainda é pouco consumido por aqui

Entenda por que essa espécie nativa, rica em nutrientes e sustentabilidade, permanece fora do cardápio da maioria da população.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O Brasil é conhecido por sua variedade de peixes, tanto de água doce quanto salgada. No entanto, uma espécie nativa está chamando atenção fora do país, mas ainda é negligenciada nas mesas brasileiras. O crescimento nas exportações contrasta com a baixa popularidade interna — e esse paradoxo levanta questões sobre hábitos de consumo e valorização de nossos recursos naturais.

Um peixe valorizado lá fora, mas quase esquecido aqui

Enquanto faz sucesso nas exportações e ganha espaço nas mesas internacionais, um peixe típico dos rios brasileiros ainda é pouco consumido por aqui
© https://x.com/amazonia_real/

O curimatá, também conhecido como curimba ou papa-terra, é um peixe de água doce que vem ganhando reconhecimento no mercado internacional. Nos primeiros três meses de 2025, suas exportações aumentaram 333%, movimentando cerca de US$ 580 mil, segundo dados do Ministério da Pesca e Aquicultura.

Esse crescimento expressivo revela o interesse global pela espécie, que se destaca por sua carne leve, saborosa e de alto valor nutricional. Países que investem em alimentação saudável e sustentável estão cada vez mais atentos a peixes como o curimatá, que se alimenta de matéria orgânica e ajuda a manter o equilíbrio ambiental dos rios onde vive.

Apesar disso, no Brasil, o consumo ainda é restrito a comunidades ribeirinhas ou regiões do interior, enquanto peixes como a tilápia dominam as vendas em supermercados e feiras urbanas.

Por que ainda não valorizamos o que é nosso?

O baixo consumo do curimatá dentro do Brasil levanta um ponto importante: por que exportamos tanto e comemos tão pouco? A resposta pode estar na falta de divulgação, no desconhecimento culinário ou mesmo em hábitos alimentares arraigados que priorizam peixes já popularizados.

Valorizar espécies como o curimatá é um passo importante para diversificar a alimentação dos brasileiros e incentivar a economia local. Além disso, peixes nativos costumam ter um impacto ambiental menor e são aliados da saúde, sendo fontes de proteínas, ômega-3 e outros nutrientes essenciais.

Incorporar esses alimentos à rotina alimentar pode representar ganhos nutricionais, econômicos e ambientais. Talvez esteja na hora de olhar com mais atenção para aquilo que vem dos nossos próprios rios.

[Fonte: Tribuna de Minas]

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