Palavras que “parecem certas”, mas não são
É fácil cair em armadilhas da escrita quando a gente repete expressões populares. Mas algumas dessas palavras simplesmente não existem na língua portuguesa. Veja como corrigir as mais comuns:
- Concerteza → o certo é com certeza
- Reinvindicar → use reivindicar
- Previlégio → o correto é privilégio
- Bassoura → escreva vassoura
- Descanço → substitua o “ç” por “s”: descanso
Esses deslizes parecem pequenos, mas em contextos formais — como concursos, e-mails profissionais ou trabalhos acadêmicos — podem comprometer a credibilidade do texto.
Quando usar a linguagem formal (e quando relaxar)
Nem todo texto precisa soar como um edital do governo. A linguagem formal é ideal para situações em que a clareza e a correção são indispensáveis: provas, relatórios, documentos oficiais, teses e afins. Já na linguagem informal, usada em conversas, redes sociais e mensagens, há mais liberdade para usar gírias, estrangeirismos e frases incompletas.
O segredo está na adequação: saber quando é hora de seguir a norma culta e quando dá para deixar o texto mais leve e natural.
Por que escrever certo ainda importa (muito)
Usar o português corretamente não é apenas questão de estética — é de comunicação eficaz. Erros como “mecher” em vez de “mexer” ou “extender” no lugar de “estender” podem gerar ruídos e até mal-entendidos. Escrever bem mostra domínio da língua, profissionalismo e respeito pelo leitor.
No fim das contas, dominar o português é como ter um superpoder discreto: ninguém repara quando você acerta, mas todo mundo nota quando você erra. Então, da próxima vez que surgir a dúvida, respire fundo e cheque — sua escrita (e sua reputação) agradecem.
[Fonte: Estado de Minas]