Segundo os pesquisadores Weibo Zhang e Pamela Yelick, as próteses e implantes de titânio apresentam limitações, como vida útil de cerca de 15 anos, risco de reabsorção óssea e peri-implantite. “Criar dentes bioengenhados com tecidos vivos, semelhantes aos naturais, representaria um avanço em relação aos implantes sintéticos atuais”, afirmaram.
A pesquisa usou células do esmalte dentário de porcos e células da polpa dentária humana, cultivadas em uma estrutura biodegradável em forma de dente, feita com partes de dentes suínos. Esses “brotos dentários” foram implantados nas mandíbulas de miniporcos Yucatán, devido à semelhança anatômica com as mandíbulas humanas, e cresceram por dois a quatro meses, formando tecidos semelhantes à dentina e ao cemento.
“Eles ainda não são dentes perfeitamente formados,” comentou Yelick ao MIT Technology Review, “mas estamos otimistas de que um dia poderemos criar substitutos biológicos funcionais para pessoas que necessitam de reposição dentária.”
Embora mais pesquisas sejam necessárias para transformar a técnica em uma alternativa prática, esse avanço se junta a uma série de estudos em bioengenharia focados em criar tecidos e órgãos funcionais, oferecendo alternativas mais eficazes a materiais sintéticos temporários ou à espera por doadores.