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Ciência

Estudo revela que exercício afeta homens e mulheres de forma diferente

Um estudo com mais de 400 mil pessoas revela que homens e mulheres não respondem da mesma forma ao exercício. Os resultados levantam novas questões sobre saúde e bem-estar.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A recomendação é quase universal: praticar exercícios faz bem para a saúde. Mas uma pergunta importante raramente ganha destaque — será que os benefícios são iguais para todos? Uma nova pesquisa reacende esse debate ao mostrar que homens e mulheres podem reagir de forma diferente à atividade física. E as diferenças não são pequenas, o que pode mudar a forma como entendemos o impacto do exercício no dia a dia.

Um estudo amplo que trouxe novas respostas

Estudo revela que exercício afeta homens e mulheres de forma diferente
© Pexels

Uma pesquisa publicada no Journal of the American College of Cardiology analisou dados de mais de 400 mil adultos nos Estados Unidos.

O objetivo era entender como a atividade física realizada no tempo livre se relaciona com a mortalidade — tanto geral quanto cardiovascular — e se esse impacto varia entre homens e mulheres.

Os resultados mostraram um padrão consistente: mulheres apresentaram maiores reduções de risco em comparação aos homens, mesmo quando praticavam níveis semelhantes de exercício.

Diferenças que aparecem já no exercício aeróbico

Estudo revela que exercício afeta homens e mulheres de forma diferente
© Pexels

No caso de atividades aeróbicas, como caminhada, corrida ou ciclismo, os dados indicaram um benefício mais acentuado para mulheres.

Elas tiveram uma redução de cerca de 24% no risco de morte por qualquer causa, enquanto entre os homens essa redução foi de aproximadamente 15%.

O mesmo padrão apareceu na mortalidade cardiovascular, com vantagens mais expressivas para o público feminino dentro dos níveis analisados.

Menos tempo, resultados semelhantes

Um dos achados mais relevantes está relacionado à quantidade de tempo necessária para alcançar benefícios.

Segundo o estudo, cerca de 140 minutos semanais de atividade moderada ou intensa já estavam associados, em mulheres, a resultados semelhantes aos que homens atingiam com aproximadamente 300 minutos.

Isso sugere que, em termos de redução de risco, as mulheres podem alcançar efeitos comparáveis com menos tempo de exercício.

O padrão se repete na musculação

As diferenças também foram observadas no treinamento de força.

Entre mulheres, a prática desse tipo de exercício foi associada a uma redução de 19% na mortalidade geral, enquanto entre os homens o valor ficou em torno de 11%.

Quando o foco é a saúde cardiovascular, a diferença se torna ainda mais evidente: cerca de 30% de redução para mulheres, contra 11% para homens.

O que esses dados realmente significam

Apesar dos resultados chamarem atenção, os próprios pesquisadores destacam que o estudo é observacional.

Isso significa que ele identifica associações, mas não comprova uma relação direta de causa e efeito. Além disso, os dados foram baseados em informações declaradas pelos próprios participantes, o que pode influenciar os resultados.

Ainda assim, a pesquisa traz um ponto importante para a discussão: os benefícios do exercício existem para todos, mas não se manifestam exatamente da mesma forma.

Um novo olhar sobre saúde e atividade física

Os resultados reforçam a ideia de que a ciência da saúde está cada vez mais personalizada.

Fatores como sexo, idade e estilo de vida podem influenciar como o corpo responde a estímulos como o exercício físico.

Mais do que mudar recomendações de forma imediata, o estudo amplia o entendimento sobre como diferentes grupos se beneficiam da atividade física.

E isso pode abrir caminho para orientações mais específicas no futuro.

[Fonte: El Confidencial]

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