Pular para o conteúdo
Notícias

Exército abre cápsula do tempo de 1921 e encontra jornais intactos

Um pedaço do Brasil de 104 anos atrás voltou à tona. Enterrada em 1921, no início da construção de um quartel em Osasco (SP), uma cápsula do tempo foi aberta pelo Exército e revelou documentos, moedas e jornais preservados que resistiram a mais de um século de espera.
Por

Tempo de leitura: 2 minutos

A cápsula do tempo foi aberta no 4º Batalhão de Infantaria Mecanizado, em Quitaúna, região metropolitana de São Paulo. O objeto, uma caixa de cobre enterrada em 28 de agosto de 1921, estava sob a pedra fundamental do quartel. Dentro dela, estavam 11 moedas de réis, antiga moeda brasileira, e exemplares impecáveis de três jornais: A Tribuna (Santos), Correio Paulistano e O Estado de S. Paulo.

O material foi encontrado graças a uma investigação curiosa: o major Felipe Faulstich, atualmente na Academia Militar das Agulhas Negras, localizou em uma edição do Correio Paulistano de 1921 a notícia de que havia uma cápsula do tempo enterrada em Quitaúna.

Uma tradição esquecida?

A ideia de procurar pela caixa surgiu após outro achado parecido em um quartel de Caxias do Sul (RS). Isso levantou a hipótese de que, há cem anos, poderia existir uma espécie de tradição entre militares de deixar cápsulas do tempo escondidas em construções. Se for verdade, há chance de que mais relíquias como essa ainda estejam espalhadas pelo País, aguardando para serem desenterradas.

Documentos com assinatura de peso

Entre os itens mais simbólicos estava a ata da cerimônia que marcou o início da obra do quartel. O documento foi assinado por nomes importantes da história: o então presidente Epitácio Pessoa, o governador paulista Washington Luís — que mais tarde se tornaria presidente do Brasil — e o lendário marechal Cândido Rondon, conhecido por suas expedições pelo interior do país.

O valor histórico da cápsula

Mais do que simples papéis e moedas antigas, a cápsula do tempo carrega memórias de um Brasil em plena transformação. Os jornais, por exemplo, revelam a linguagem, as preocupações e os acontecimentos que moldavam a sociedade em 1921. Já os documentos oficiais mostram como as forças políticas e militares buscavam registrar sua presença para o futuro.

A abertura da cápsula reacende a curiosidade sobre quantas outras histórias podem estar enterradas sob pedras fundamentais pelo Brasil. E fica o alerta: preservar e redescobrir o passado é uma forma de entender melhor o presente — e de deixar algo para as próximas gerações comentarem, compartilharem e, quem sabe, também desenterrarem.

[Fonte: Revista Planeta]

Partilhe este artigo

Artigos relacionados