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Gigantes chinesas vão erguer a maior ponte da América Latina

Com investimento de R$ 11 bilhões, a Ponte Salvador-Itaparica promete transformar o turismo, a economia e a mobilidade na Bahia, tornando-se um dos maiores projetos de infraestrutura já construídos no Brasil.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A Bahia está prestes a entrar para a história da engenharia. O estado será palco da construção da Ponte Salvador-Itaparica, uma megaobra de 12,4 quilômetros de extensão sobre o mar. Quando concluída, será a maior ponte da América Latina e uma das mais longas do mundo.

O peso da participação chinesa

O projeto tem investimento estimado em R$ 11 bilhões e será executado por duas gigantes chinesas: a China Civil Engineering Construction Corporation (CCECC) e a China Communications Construction Company (CCCC). Ambas estão entre as maiores empresas de infraestrutura do planeta e já comandaram obras bilionárias em vários países.

O consórcio venceu o leilão em 2019, assinou contrato com o governo da Bahia em 2020 e confirmou que as obras devem começar em junho de 2026, após a entrega do projeto executivo e da plataforma provisória no ano anterior.

Detalhes impressionantes da construção

A ponte terá três grandes trechos:

  • 4,6 km de aproximação em Itaparica
  • 6,9 km de aproximação em Salvador
  • 900 metros de trecho estaiado, com 85 metros de altura, equivalente a um prédio de 28 andares.

Essa altura permitirá a passagem de navios transatlânticos, petroleiros e até plataformas de grande porte. Em termos de tamanho, a estrutura rivalizará com a Ponte Vasco da Gama, em Portugal, e ficará atrás apenas de colossos como a Incheon, na Coreia do Sul.

Impacto além da Bahia

A obra é comparada a outros marcos de infraestrutura em andamento no Brasil, como o Túnel Imerso Santos-Guarujá, em São Paulo, primeiro do tipo no país. Projetos desse porte mostram uma tendência de modernização que promete reduzir distâncias, atrair investimentos e estimular o turismo.

A Ponte Salvador-Itaparica não será apenas um feito de engenharia: ela tem potencial para redefinir a mobilidade no Nordeste e colocar a Bahia no mapa das maiores obras de infraestrutura do mundo. Agora, resta acompanhar se o cronograma bilionário vai sair do papel no prazo previsto.

[Fonte: Gazeta SP]

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