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Tecnologia

Google amplia ferramenta e passa a permitir remoção de mais dados pessoais dos resultados de busca

Atualização do recurso “Resultados sobre você” permite excluir números de documentos oficiais e reforça o monitoramento automático de informações sensíveis. Medida busca oferecer mais controle sobre a exposição digital em um cenário de crescente preocupação com privacidade.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O Google anunciou uma atualização significativa em sua ferramenta de proteção de dados pessoais, ampliando as opções para que usuários removam informações sensíveis dos resultados de busca. A novidade reforça o controle individual sobre a chamada “pegada digital” e responde à crescente preocupação com vazamentos, doxing e exposição indevida na internet.

A funcionalidade, chamada “Resultados sobre você”, agora permite solicitar a remoção de dados como números de carteira de motorista, passaporte e número de seguro social — além de informações que já podiam ser excluídas, como telefone, e-mail e endereço residencial.

Como funciona a ferramenta

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© Jittawit21

O recurso foi lançado em 2022 pela Google e vem sendo ampliado gradualmente. Com a atualização mais recente, usuários que acessam a função pelo aplicativo do Google podem cadastrar não apenas dados de contato, mas também números de documentos oficiais.

Depois de inserir essas informações, o sistema passa a monitorar automaticamente os resultados de busca. Caso identifique a presença de algum dos dados cadastrados, envia uma notificação ao usuário, que pode solicitar a remoção imediatamente.

O processo é simples: basta tocar na foto de perfil no aplicativo, selecionar “Resultados sobre você” e seguir o assistente para adicionar os dados que deseja proteger — como nome completo, apelidos, telefones, e-mails e números de identificação.

Também é possível ativar notificações por e-mail para receber alertas em tempo real sobre eventuais exposições.

O que muda na prática

O Google destaca que remover informações dos resultados de busca não significa apagá-las completamente da internet. Os dados podem continuar disponíveis na página original onde foram publicados.

No entanto, ao eliminá-los do mecanismo de busca, reduz-se significativamente a probabilidade de que terceiros encontrem essas informações por meio de pesquisas comuns — o que já representa uma camada adicional de proteção contra usos maliciosos.

Em um contexto de golpes digitais, fraudes de identidade e perseguição online, essa barreira pode fazer diferença.

Remoção de imagens íntimas e filtros automáticos

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© Pexels

Além da ampliação dos tipos de dados protegidos, o Google também simplificou o processo para remover imagens explícitas não consensuais dos resultados de busca.

Agora, o usuário pode clicar diretamente nos três pontos ao lado da imagem exibida, selecionar “remover resultado” e indicar se se trata de conteúdo íntimo divulgado sem autorização.

A nova versão permite enviar múltiplas solicitações em um único formulário, agilizando o processo.

Todas as solicitações ficam centralizadas no painel de controle da ferramenta, onde é possível acompanhar o status de cada pedido.

A empresa também adicionou filtros proativos que bloqueiam automaticamente a exibição de conteúdos explícitos semelhantes em pesquisas futuras, reforçando a prevenção.

Disponibilidade e contexto

A atualização já está disponível nos Estados Unidos e deve chegar gradualmente a outras regiões. Segundo o Google, os dados sensíveis cadastrados na ferramenta são protegidos por protocolos avançados de segurança e criptografia.

A iniciativa ocorre em um momento em que o debate sobre privacidade digital ganha força globalmente. Leis mais rígidas de proteção de dados, como o GDPR europeu e legislações semelhantes em outros países, pressionam empresas de tecnologia a oferecer mais transparência e controle aos usuários.

Embora a exclusão de resultados não elimine completamente a informação da web, especialistas avaliam que a medida representa um avanço relevante na gestão da privacidade online.

Em um ambiente digital onde a exposição é cada vez mais permanente — e potencialmente perigosa — ferramentas que devolvem algum controle ao usuário tornam-se parte central da discussão sobre segurança na internet.

 

[ Fonte: Infobae ]

 

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