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Tecnologia

Google lança o Nano Banana Pro, seu novo gerador de imagens — mais preciso, gratuito e capaz de criar textos complexos

Poucas semanas após apresentar o Gemini 3, o Google revelou o Nano Banana Pro, sua nova geração de modelo de imagens. Gratuito e integrado ao app Gemini, o sistema promete criar infográficos detalhados, textos nítidos em diferentes línguas e edições avançadas, além de embutir metadados que ajudam a identificar imagens feitas por IA.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A corrida pela supremacia na geração de imagens recebeu um novo capítulo com o anúncio do Nano Banana Pro — também chamado Gemini 3 Pro Image. O Google afirma que o modelo representa um salto expressivo em precisão visual, capacidade de escrita e integração com conhecimento em tempo real. Mais do que apenas “imagens bonitas”, o sistema foi desenhado para produzir diagramas, infográficos e composições complexas, em um momento em que ferramentas de IA moldam cada vez mais a internet.

Um gerador de imagens com foco em precisão textual

A maior novidade do Nano Banana Pro é sua habilidade inédita de gerar textos legíveis, coerentes e bem formatados dentro das imagens.
Modelos anteriores, inclusive de concorrentes, tropeçam em palavras deformadas, ortografias aleatórias e fontes impossíveis. O Google garante que esta versão consegue produzir:

  • textos corretos em múltiplos idiomas;

  • variedade de fontes e estilos;

  • informações consistentes para infográficos, mapas e diagramas.

Essa capacidade se deve à integração do modelo com a base de conhecimento do Google Search, que pode trazer dados atualizados — incluindo clima e placares esportivos. A empresa admite, porém, que alucinações ainda podem ocorrer.

Criações mais complexas e até 14 imagens por vez

Infográficos exigem muitos elementos simultâneos, e o Google parece ter pensado nisso. O Nano Banana Pro consegue compor até 14 imagens em uma única requisição, permitindo criar painéis visuais completos.

Além disso, o modelo ganhou melhorias estruturais para gerar:

  • objetos complexos;

  • cenas com profundidade realista;

  • elementos gráficos “densos”, como tabelas, setas e ícones.

Edição avançada dentro do próprio modelo

Outro destaque está no conjunto de ferramentas de edição interna, que simula o funcionamento de apps profissionais. O usuário pode ajustar:

  • ângulos de câmera;

  • profundidade de campo;

  • foco seletivo;

  • iluminação e reflexos;

  • coloração e gradação;

  • resolução — agora com suporte a até 4K.

Isso significa que não é necessário exportar a imagem para outro software para ajustes finos.

Identificação de deepfakes e marcações invisíveis

Em meio ao aumento de falsificações digitais, o Google reforçou seus sistemas de rastreamento de conteúdo gerado por IA. Toda imagem produzida pelo Nano Banana Pro virá com metadados C2PA, padrão criado para autenticar a procedência de conteúdo digital.

Além disso, o app Gemini agora permite que o usuário suba uma imagem e pergunte se ela foi gerada por modelos do Google. O sistema busca:

  • marcas d’água invisíveis;

  • padrões estatísticos de geração;

  • indícios de manipulação digital.

Prepare-se para a nova avalanche de imagens na internet

Lançamentos desse tipo tendem a inundar as redes sociais com experimentações — basta lembrar da enxurrada de “slop” visual após o lançamento do Sora 2 ou a onda de imagens estilo Studio Ghibli criada pelo OpenAI.

Com o Nano Banana Pro gratuito e fácil de usar, a tendência é que timelines e feeds sejam bombardeados por novas criações nos próximos dias. A diferença é que desta vez, pelo menos teoricamente, há ferramentas melhores para identificar o que é IA e o que não é.

 

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