A gravidez de Halima era tão excepcional que o governo do Mali decidiu transferi-la para a clínica Ain Borja, em Casablanca, no Marrocos, garantindo atendimento médico especializado. Inicialmente, os exames indicavam sete fetos, mas novas ultrassonografias revelaram nonillizos — nove bebês, dois a mais do que o esperado.
Os riscos eram altíssimos. Gravidezes múltiplas desse porte colocam em perigo a vida da mãe e dos bebês, com alta probabilidade de complicações e mortalidade neonatal. Casos semelhantes já haviam sido registrados em 1971, na Austrália, e em 1999, na Malásia — mas, em ambos, os bebês não sobreviveram mais de alguns dias.
Nove vidas que desafiaram as estatísticas

Com uma equipe médica altamente treinada, Halima passou por uma cesariana que entrou para os livros. Foram cinco meninas e quatro meninos, todos nascidos com vida, pesando entre 500 g e 1 kg. Eles foram imediatamente colocados em incubadoras e acompanhados por médicos e enfermeiros em tempo integral.
O tamanho da barriga de Halima chegou a pesar quase 30 kg, o que tornou o parto ainda mais delicado. A jovem quase perdeu a vida por causa da perda de sangue, mas foi salva pela equipe médica. O resultado positivo foi celebrado tanto por autoridades malinesas quanto marroquinas — inclusive pelo presidente do Mali, que ligou pessoalmente para o marido de Halima.
Criar nonillizos: um desafio diário
O nascimento foi natural — sem tratamentos de fertilidade —, algo extremamente raro em casos assim. Desde então, Halima e o marido, Kader Arby, enfrentam o desafio monumental de criar nove crianças da mesma idade. Na clínica, eram trocadas fraldas a cada três horas e consumidas quantidades impressionantes de leite diariamente.
Quatro anos depois, os nonillizos seguem crescendo com saúde, representando um dos episódios mais extraordinários da obstetrícia contemporânea.
[Fonte: Infobae]