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INSS confirma como será feito o reembolso após fraude bilionária — e faz alerta importante aos beneficiários

A devolução dos valores cobrados indevidamente de aposentados e pensionistas será feita diretamente na conta do benefício. O INSS reforça que nenhum pagamento será feito por PIX ou por terceiros e alerta para novos golpes que já estão circulando entre as vítimas.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Milhões de aposentados e pensionistas do Brasil foram surpreendidos com descontos não autorizados em seus benefícios. Agora, o INSS anunciou como será feito o ressarcimento. A devolução ocorrerá de forma controlada e segura, mas criminosos já se aproveitam da situação para aplicar novos golpes. Entenda como funcionará o pagamento e quais cuidados devem ser tomados.

Pagamento será feito junto ao benefício

INSS confirma como será feito o reembolso após fraude bilionária — e faz alerta importante aos beneficiários
© Pexels

O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, esclareceu que o ressarcimento será feito diretamente pela conta na qual os beneficiários já recebem seus pagamentos mensais. Não haverá transferências via PIX, depósitos em contas diferentes ou necessidade de sacar em banco. A devolução ocorrerá por meio de uma folha suplementar — uma folha extra de pagamento, usada quando há necessidade de quitar valores fora do calendário regular.

Waller reforçou que os beneficiários não devem clicar em links, fornecer dados por telefone ou assinar documentos oferecidos por desconhecidos. A orientação é clara: nenhum procedimento fora do canal oficial será utilizado. O risco de novos golpes cresceu após o escândalo da fraude, e o presidente faz um apelo direto: “Não acredite em quem promete facilidades.”

Golpistas tentam se aproveitar da situação

Com o anúncio da devolução dos valores, aumentaram os relatos de tentativas de fraude contra beneficiários do INSS. Estelionatários estão se passando por servidores públicos e oferecendo ajuda falsa para agilizar o ressarcimento. As abordagens são feitas principalmente por mensagens de WhatsApp ou ligações telefônicas, e o objetivo é coletar dados pessoais para novos golpes.

A orientação do INSS é que o beneficiário nunca forneça informações como número do benefício, senhas ou códigos recebidos por SMS. Nenhum funcionário do instituto entra em contato para esse tipo de solicitação.

Fraude envolveu propinas, cadastros falsos e omissão

As investigações conduzidas pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União revelaram um esquema complexo. Entidades sindicais cadastravam aposentados sem autorização e promoviam descontos mensais indevidos. Em troca, servidores do INSS recebiam propina para liberar os descontos “em lote”, sem qualquer consentimento individual.

Há casos em que um mesmo beneficiário foi inscrito em várias entidades no mesmo dia. A estimativa é que cerca de 4,1 milhões de pessoas tenham sido afetadas, gerando um prejuízo que pode chegar a R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

Governo acelera medidas após escândalo

A repercussão do caso provocou mudanças na liderança da Previdência Social. O então ministro Carlos Lupi deixou o cargo após ser acusado de omissão, já que teria sido alertado sobre a fraude ainda em 2023. Alessandro Stefanutto, indicado por Lupi e presidente do INSS à época, também foi afastado. Ele foi alvo de operação da PF para apuração dos fatos.

O presidente Lula cobrou urgência na elaboração do plano de ressarcimento, que, segundo Waller, está em fase final e deve ser oficializado nos próximos dias. Até lá, a orientação é: cautela com contatos suspeitos e paciência até a liberação oficial dos valores.

[Fonte: G1 – Globo]

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