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Ataques antissemitas cresceram 136% em apenas três anos e relatório aponta 2025 como o ano mais violento em décadas

Um relatório internacional aponta uma forte escalada dos ataques antissemitas em sete países. O número de ocorrências mais que dobrou desde 2022 e reacendeu o alerta entre autoridades e comunidades judaicas.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O antissemitismo voltou a registrar níveis considerados alarmantes em diversas partes do mundo. Um novo levantamento internacional revela que 2025 foi o ano mais letal para comunidades judaicas fora de Israel em mais de três décadas, reunindo milhares de ocorrências, dezenas de mortes e um crescimento expressivo dos episódios de violência. Os dados reforçam a preocupação com a expansão dos crimes de ódio e aumentam a pressão para que governos adotem medidas preventivas mais rigorosas.

Relatório aponta forte aumento dos ataques antissemitas em sete países

Ataques antissemitas cresceram 136% em apenas três anos e relatório aponta 2025 como o ano mais violento em décadas
© Pexels

O estudo foi elaborado pelo J7 Large Communities’ Task Force Against Antisemitism, grupo que reúne representantes de algumas das maiores comunidades judaicas do mundo.

A pesquisa analisou a situação em Argentina, Austrália, Canadá, França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos, países que concentram mais de 90% da população judaica que vive fora de Israel.

Segundo o levantamento, foram registrados mais de 23 mil incidentes antissemitas ao longo de 2025.

O número representa um aumento de 136% em comparação com 2022, quando cerca de 9.800 ocorrências haviam sido contabilizadas.

Além da alta no número total de casos, os episódios de violência também cresceram significativamente. O relatório aponta um aumento de 97% nos incidentes violentos em relação ao período anterior ao ataque do Hamas contra Israel, em outubro de 2023.

Para os responsáveis pelo estudo, o antissemitismo deixou de ser um fenômeno isolado para se tornar uma preocupação permanente em diversos países.

Ano foi considerado o mais letal para judeus fora de Israel desde 1994

Além do crescimento nas ocorrências, o relatório chama atenção para o aumento da violência letal.

De acordo com os dados apresentados, aproximadamente 20 pessoas morreram em ataques classificados como antissemitas na Austrália, no Reino Unido e nos Estados Unidos durante 2025.

Com isso, o ano passou a ser considerado o mais mortal para comunidades judaicas da diáspora desde o atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), em Buenos Aires, ocorrido em 1994.

O ataque à AMIA deixou 85 mortos e permanece como um dos episódios mais graves da história do terrorismo na América Latina.

Entre os casos registrados em 2025, o episódio mais violento ocorreu durante um festival de Hanukkah próximo à praia de Bondi, na Austrália, onde um ataque a tiros resultou na morte de 15 pessoas.

Os autores do relatório afirmam que a sucessão desses episódios demonstra uma mudança preocupante no cenário internacional, com ataques de maior gravidade e frequência.

Grupo cobra medidas preventivas e maior atuação dos governos

Diante do avanço dos casos, o grupo J7 defendeu uma mudança na forma como autoridades enfrentam o problema.

Segundo os pesquisadores, os governos precisam abandonar uma postura baseada apenas em respostas após os ataques e investir em políticas preventivas.

Entre as medidas sugeridas estão o aumento do financiamento para sistemas de segurança destinados às comunidades judaicas, a adoção de legislações mais rigorosas contra crimes motivados por ódio e uma fiscalização mais intensa sobre as plataformas de redes sociais.

O relatório também pede que empresas responsáveis por esses serviços reforcem a aplicação de suas próprias regras para combater conteúdos considerados discriminatórios ou de incitação ao ódio.

Antissionismo aparece como um dos fatores analisados pelo estudo

Outro ponto destacado pelo levantamento é a relação entre manifestações antissionistas e parte dos incidentes registrados.

Segundo o documento, esse fator esteve presente em 48% das ocorrências contabilizadas no Reino Unido e em 45% dos casos registrados nos Estados Unidos.

Os pesquisadores apontam que o contexto internacional e o aumento das tensões relacionadas ao conflito no Oriente Médio contribuíram para ampliar o número de episódios de hostilidade direcionados às comunidades judaicas.

Entre os países analisados, a Alemanha apresentou a maior taxa proporcional de incidentes.

O relatório estima quase 70 ocorrências para cada mil residentes judeus, índice considerado significativamente superior ao observado nos demais países incluídos na pesquisa.

Os resultados reforçam o alerta das organizações responsáveis pelo estudo de que o combate ao antissemitismo continuará sendo um dos principais desafios para governos e instituições internacionais nos próximos anos.

[Fonte: Cadena3]

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