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Internet via satélite da Starlink chega aos celulares: saiba quanto vai custar

A Starlink, de Elon Musk, expande sua tecnologia para dispositivos móveis, oferecendo conectividade via satélite diretamente para celulares. Descubra como funciona esse serviço inovador, seus benefícios e o que esperar em termos de custos e disponibilidade.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A Starlink, conhecida por sua revolucionária rede de internet via satélite, dá um novo passo ao trazer sua tecnologia para celulares. O programa Direct to Cell promete conectar qualquer dispositivo móvel sem a necessidade de antenas externas, ampliando o acesso à internet, especialmente em áreas remotas.

O que é o Starlink Direct to Cell?

Desde 2019, a Starlink tem transformado a conectividade global com sua constelação de mais de 5.000 satélites em órbita, atendendo mais de 2,3 milhões de usuários. O programa Direct to Cell leva essa tecnologia diretamente aos celulares, eliminando a necessidade de hardware adicional.

Os satélites da Starlink agora possuem um modem chamado eNodeB, que funciona como uma torre celular no espaço. Ele permite que os celulares se conectem diretamente aos satélites usando padrões de roaming comuns, como LTE.

Vantagens principais:

  • Funciona em qualquer celular com acesso a 4G ou 5G.
  • Não exige modificações no dispositivo nem aplicativos adicionais.
  • Inicialmente, estará disponível apenas em países onde a Starlink tenha parcerias com operadoras locais.

Funções previstas:

  • 2024: Envio de mensagens de texto básicas.
  • 2025: Chamadas de voz e dados móveis.

Isso abre novas possibilidades para comunidades rurais, áreas de difícil acesso e situações de emergência, tornando o serviço uma alternativa promissora para ampliar a conectividade global.

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© FellowNeko

Quanto vai custar?

Embora os preços exatos do Direct to Cell ainda não tenham sido anunciados, o histórico de tarifas da Starlink oferece uma ideia:

  • Starlink Residencial: 120 dólares por mês.
  • Starlink Roam: 150 dólares por mês.
  • Equipamento residencial (antena e roteador): 600 dólares (compra única ou parcelada).

No início, o custo do serviço para celulares será focado em mensagens de texto e dependerá dos acordos com operadoras locais. É provável que as tarifas sejam semelhantes às do serviço residencial, com ajustes conforme as funções se expandirem.

Benefícios e avanços regulatórios

A expansão da Starlink também traz benefícios sociais significativos. Em 2023, a Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos concedeu uma licença comercial completa para a SpaceX operar com a T-Mobile. Já em 2024, o serviço foi testado em comunidades impactadas pelo furacão Helene, permitindo comunicações emergenciais quando redes terrestres falharam.

Destaques:

  • Conexão em áreas rurais e remotas.
  • Capacidade de enviar mensagens e fazer chamadas de emergência, como para o 911.
  • Uso mais eficiente do espectro de frequência.

Desafios a serem superados

Apesar do potencial revolucionário, o programa enfrenta desafios, como:

  • Autorizações locais: Operadoras em outros países precisam de aprovações regulatórias para implementar o serviço.
  • Integração técnica: Garantir que as capacidades dos satélites sejam compatíveis com redes terrestres existentes.
  • Acessibilidade global: Embora elimine a necessidade de antenas externas, o custo pode ser um obstáculo em países em desenvolvimento.

Um passo importante na conectividade global

O Starlink Direct to Cell representa uma evolução na internet via satélite, com a promessa de levar conectividade a regiões onde o acesso à internet é limitado ou inexistente. Com preços acessíveis e expansão planejada para os próximos anos, o serviço de Elon Musk tem o potencial de transformar a maneira como nos conectamos, mesmo nos lugares mais remotos do planeta.

[Fonte: Infobae]

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