Isaac Newton é lembrado principalmente por suas contribuições à ciência, como a formulação da lei da gravidade e os princípios da mecânica clássica. No entanto, sua curiosidade intelectual ia além da física e da matemática. Fascinado por teologia e profecias bíblicas, ele acreditava que a história da humanidade seguia um plano divino e tentou decifrar eventos futuros através de estudos religiosos.
Entre suas anotações, uma em especial se destacou: uma carta escrita em 1704, na qual ele previu que o mundo poderia chegar ao fim em 2060. Esse documento recentemente voltou a circular nas redes sociais, reacendendo especulações sobre o tema.
O que Newton previu?
A previsão de Newton se baseava em uma interpretação do livro bíblico de Daniel, onde ele calculava que o mundo passaria por 35 anos de pragas, guerras e a ruína de nações consideradas perversas antes de um possível reinício. Para ele, esse processo culminaria em um período de renovação, com o retorno de Jesus Cristo e um milênio de paz na Terra.
Embora possa parecer surpreendente, essa visão não era incomum para sua época. Muitos intelectuais do período acreditavam que os eventos históricos e religiosos estavam interligados, e Newton não foi uma exceção. Para ele, a Bíblia continha códigos ocultos que poderiam ser decifrados por meio do estudo e da razão.
Ciência e religião: visões complementares
Diferente do que se imagina, Newton não via ciência e religião como áreas separadas. Ele acreditava que o estudo do universo físico poderia revelar aspectos da criação divina, e, por isso, dedicou parte de sua vida à busca de padrões e significados ocultos nas escrituras sagradas.
Para ele, as profecias bíblicas poderiam ser interpretadas através da lógica e da matemática, o que o levou a aplicar métodos racionais ao estudo da teologia. Essa abordagem, inovadora para sua época, demonstrava sua tentativa de unir conhecimento científico e fé religiosa em um único entendimento sobre o mundo e seus mistérios.
A previsão de Newton ainda faz sentido?
Apesar da repercussão, não há qualquer evidência científica que apoie a previsão de Newton sobre o fim do mundo em 2060. No entanto, seus escritos continuam sendo um fascinante exemplo de como um dos maiores gênios da humanidade tentou compreender o futuro por meio do conhecimento e da fé.
Mais de 300 anos depois, sua visão continua intrigando historiadores e estudiosos, mostrando que sua mente brilhante ultrapassava os limites da física e mergulhava em questões que, até hoje, permanecem sem resposta.
[Fonte: Exame]