Tsunami leve, mas vigilância máxima
De acordo com a Agência Meteorológica do Japão, as primeiras medições indicaram ondas de cerca de 10 centímetros, chegando a 20 centímetros em áreas mais próximas da costa. A orientação é que moradores permaneçam afastados das praias e portos até que o risco seja totalmente descartado.
O tremor também provocou atrasos em trens-bala operados pela JR East e cortes de energia temporários em algumas localidades. As autoridades seguem monitorando a situação, mas afirmam que não há indícios de danos graves nem de risco nuclear.
Comparações inevitáveis com Fukushima

Um porta-voz da agência meteorológica reforçou que o episódio não se assemelha ao desastre de 2011, quando um terremoto seguido de tsunami matou quase 20 mil pessoas e provocou o colapso da usina nuclear de Fukushima.
Ainda assim, o país segue em alerta. O Japão está localizado no chamado “anel de fogo do Pacífico”, região que concentra cerca de 90% dos terremotos do planeta, tornando o país um dos mais vulneráveis a abalos sísmicos e tsunamis.
Um lembrete constante da força da natureza
Mesmo um tsunami de poucos centímetros serve como lembrete de que o Japão vive sob vigilância constante. A tecnologia de prevenção e os protocolos de emergência do país são dos mais avançados do mundo — e, mais uma vez, mostraram eficiência ao reagir rapidamente.
[Fonte: Correio Braziliense]