Onde e quando acompanhar o julgamento
A CNN Brasil transmitirá todas as sessões ao vivo pela TV, YouTube e site oficial, que também publicará análises e destaques em tempo real.
Datas e horários das sessões confirmadas:
- 2 de setembro (terça) — 9h às 12h | 14h às 19h
- 3 de setembro (quarta) — 9h às 12h
- 9 de setembro (terça) — 9h às 12h | 14h às 19h
- 10 de setembro (quarta) — 9h às 12h
- 12 de setembro (sexta) — 9h às 12h | 14h às 19h
Como será o julgamento no STF

A sessão de abertura começa às 9h com a leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes, que resume todo o processo, detalha as acusações e apresenta as etapas anteriores da investigação. Não há tempo limite para essa leitura.
Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, terá até duas horas para sustentar a acusação e defender a condenação dos réus. Logo depois, começa a fase de defesa dos oito acusados: cada advogado terá uma hora para apresentar seus argumentos.
A defesa de Mauro Cid, delator no processo, fala primeiro, seguida pela dos demais réus em ordem alfabética. A defesa de Bolsonaro será a sexta a ser ouvida. Essa etapa deve ocupar as duas sessões iniciais.
Após as manifestações, Moraes analisará questões preliminares — pedidos das defesas que podem suspender ou alterar o andamento do processo. Ele pode decidir sozinho ou levar à votação dos demais ministros.
Ordem dos votos e possível resultado
Encerrada a fase preliminar, o ministro Alexandre de Moraes apresentará seu voto sobre o mérito do caso. Na sequência, votam os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma.
Se houver três votos favoráveis à condenação, a maioria estará formada e o resultado será anunciado. Fontes próximas ao STF indicam que a condenação de Bolsonaro é considerada provável, mas pode haver divergências sobre a dosimetria da pena, que pode ultrapassar 40 anos de prisão.
Possíveis recursos e execução da pena

Mesmo em caso de condenação, Bolsonaro não será preso imediatamente. A execução da pena só ocorre após o esgotamento de todos os recursos possíveis. As defesas podem questionar tanto a sentença quanto a definição da pena, dependendo do resultado final.
Quem são os réus e quais crimes são julgados
Além de Jair Bolsonaro, são réus no processo:
- Alexandre Ramagem (PL-RJ), deputado federal e ex-diretor da Abin
- Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça
- Augusto Heleno, general da reserva e ex-ministro do GSI
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa
- Walter Braga Netto, general da reserva e ex-ministro da Casa Civil e Defesa
Eles respondem por tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
No caso de Alexandre Ramagem, duas acusações foram suspensas pela Câmara dos Deputados. Ele responde apenas por golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático e organização criminosa armada.
O que está em jogo no julgamento
O julgamento pode definir precedentes importantes para casos envolvendo ataques à democracia e organizações golpistas. Além do impacto jurídico, o resultado deve repercutir na política nacional e no cenário eleitoral de 2026.
A análise também será acompanhada de perto por investidores e instituições internacionais, já que o desfecho pode influenciar a estabilidade política e econômica do Brasil.
O julgamento de Bolsonaro no STF não afeta apenas o futuro do ex-presidente, mas pode redefinir os limites da democracia brasileira. O que acontecer nos próximos dias terá impacto político, jurídico e histórico.
[ Fonte: CNN Brasil ]