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Mais de 800 mortos: o terremoto que volta a devastar o Afeganistão

Um terremoto de magnitude 6,0 atingiu o leste do Afeganistão, deixando centenas de mortos e milhares de feridos. As condições precárias das moradias, a falta de infraestrutura e a dificuldade de chegar às aldeias mais isoladas ampliam o impacto de uma tragédia que revela a vulnerabilidade do país.
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Na madrugada de 1º de setembro, o Afeganistão voltou a ser palco de uma catástrofe devastadora. Um forte terremoto sacudiu a província de Nangarhar, com epicentro próximo a Jalalabad, derrubando casas frágeis e deixando um rastro de destruição. Enquanto equipes de resgate lutam contra a escassez de recursos e os bloqueios nas estradas, cresce o temor de que o número de vítimas aumente ainda mais nos próximos dias.

O tremor e os primeiros impactos

O sismo ocorreu pouco antes da meia-noite, horário local, e durou cerca de 30 segundos. Foi tempo suficiente para que centenas de construções de barro viessem abaixo, soterrando famílias inteiras. Moradores relataram cenas de desespero, com prédios desmoronando em Jalalabad e em povoados vizinhos.

As autoridades locais confirmaram mais de 800 mortos e cerca de 2.500 feridos, mas alertam que o número pode crescer à medida que o trabalho de resgate avance.

Resgates difíceis em meio à destruição

Com pontes danificadas, estradas bloqueadas e interrupções de energia elétrica, as operações de resgate enfrentam enormes obstáculos. Em muitas localidades, os próprios vizinhos cavam os escombros com as mãos para tentar salvar sobreviventes.

A Defesa Civil considera enviar equipes por via aérea para alcançar áreas mais remotas. No entanto, a instabilidade política e a presença de grupos armados complicam a resposta emergencial. Enquanto isso, a Meia-Lua Vermelha e agências da ONU já iniciaram a entrega de água potável, alimentos, medicamentos e abrigos de emergência.

A vulnerabilidade do Afeganistão

Localizado sobre a falha do Hindu Kush, o Afeganistão é um dos países mais expostos a terremotos no mundo. A precariedade das construções rurais — muitas feitas apenas de barro, sem qualquer reforço estrutural — aumenta o risco de colapsos fatais.

Além disso, o país carece de políticas de prevenção e de sistemas eficazes de preparação comunitária para emergências. Especialistas também alertam para possíveis réplicas nos próximos dias, levando muitas famílias a dormir ao ar livre por medo de novos desabamentos.

Uma tragédia que pede mudanças urgentes

Este é um dos terremotos mais letais registrados nos últimos anos no Afeganistão e reacende o debate sobre a necessidade urgente de infraestruturas mais resilientes e planos de preparação. Sem investimentos profundos em moradias seguras e respostas rápidas a emergências, afirmam os especialistas, o país continuará vulnerável a tragédias semelhantes.

A catástrofe em Nangarhar não é apenas uma consequência da natureza, mas também o reflexo da fragilidade estrutural de um país que, sem medidas concretas, permanecerá em risco diante de cada tremor futuro.

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