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Ciência

Mamífero extinto pode voltar à vida em poucos anos: veja os avanços

Pesquisadores estão mais próximos do que nunca de reviver um mamífero que desapareceu há milhares de anos. O projeto, liderado por uma empresa de biotecnologia, promete resultados impressionantes até 2028. Descubra qual espécie pode ser trazida de volta e os impactos dessa inovação.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O retorno de uma espécie extinta está próximo?

O avanço da engenharia genética tem possibilitado feitos que antes pareciam pura ficção. Com o uso de tecnologias inovadoras, cientistas estão empenhados em trazer de volta animais desaparecidos, como o dodô e o tigre-da-tasmânia. Mas um mamífero pré-histórico, em particular, pode ser o primeiro a “renascer” nos próximos anos.

A empresa Colossal Biosciences lidera esse movimento, utilizando edição genética para recuperar espécies que se perderam ao longo do tempo. Seu projeto mais ambicioso envolve um animal que desapareceu há cerca de 4.000 anos. Se tudo correr como planejado, um novo exemplar poderá nascer até 2028.

O mamífero que pode ser ressuscitado

O mamífero que pode voltar à vida é o mamute-lanoso (Mammuthus primigenius). Esse gigante da Era do Gelo, parente próximo dos elefantes asiáticos, foi escolhido para o projeto devido à disponibilidade de DNA bem preservado e à possibilidade de utilizá-lo para criar um híbrido geneticamente similar.

O processo envolve transformar células de elefantes asiáticos em células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs). Com isso, os cientistas podem modificar o genoma dessas células para expressar características do mamute-lanoso, como pelos densos e adaptações ao frio.

A expectativa é que o primeiro “bebê mamute” nasça até 2028. O projeto visa não apenas trazer de volta um animal extinto, mas também testar as capacidades da biotecnologia para futuras aplicações na conservação de espécies ameaçadas.

O impacto ambiental da volta do mamute

Um dos principais motivos para ressuscitar o mamute-lanoso é seu potencial impacto positivo no meio ambiente. Estudos sugerem que a reintrodução desses animais na tundra siberiana poderia ajudar a restaurar pastagens e reduzir o aquecimento global. O mamute poderia compactar a neve e incentivar o crescimento de gramíneas, o que ajudaria a manter o solo congelado e a evitar a liberação de gases do efeito estufa.

Essa ideia se alinha aos objetivos do Acordo de Paris e poderia fornecer uma solução inovadora baseada na natureza para combater as mudanças climáticas. Além disso, a Colossal Biosciences acredita que suas pesquisas podem contribuir para a conservação de outras espécies ameaçadas e para a restauração de habitats degradados.

Desafios e questões éticas

Apesar do entusiasmo com a desextinção, esse avanço também levanta questões éticas e práticas. Seria viável reintroduzir um animal extinto em um ecossistema que mudou drasticamente desde sua existência? Como garantir que ele sobreviva e não cause impactos negativos?

A história da desextinção tem poucos exemplos concretos. O caso mais próximo foi o bucardo (Capra pyrenaica pyrenaica), uma cabra dos Pireneus extinta em 2000. Em 2003, cientistas clonaram um filhote a partir de células preservadas, mas o animal sobreviveu por apenas dez minutos devido a uma malformação pulmonar.

Esse experimento mostrou que a clonagem de espécies extintas é possível, mas também expõe desafios técnicos e biológicos que precisam ser superados antes que a desextinção se torne uma realidade bem-sucedida.

O futuro da desextinção

A Colossal Biosciences arrecadou mais de US$ 435 milhões desde sua fundação em 2021 e continua investindo em projetos de desextinção. O sucesso na recriação do mamute-lanoso pode abrir caminho para trazer de volta outras espécies, como o dodô e o tigre-da-tasmânia.

Com os avanços da biotecnologia, a possibilidade de reviver espécies extintas está se tornando cada vez mais real. No entanto, resta a pergunta: estamos prontos para trazer esses animais de volta ao mundo?

[Fonte: Concursos no Brasil]

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