Mark Zuckerberg voltou a provocar debates com uma previsão audaciosa sobre o futuro da tecnologia doméstica. Durante um episódio recente do podcast Colin and Samir, o CEO da Meta afirmou que os televisores deixarão de ser centrais na vida das pessoas. E, segundo ele, um novo dispositivo está prestes a assumir esse papel com vantagens que vão além da imaginação.
A previsão de Zuckerberg: o fim das televisões?
“O futuro é sem TVs.” Foi com essa frase direta que Zuckerberg deu início à sua análise sobre o destino dos televisores. Para ele, as telas fixas perderão espaço à medida que tecnologias como a realidade virtual (VR) e a realidade aumentada (AR) avançarem. O motivo? A maneira como consumimos conteúdo está mudando — e rapidamente.
Segundo o CEO da Meta, a principal vantagem das novas tecnologias imersivas está na flexibilidade. Enquanto as TVs precisam de um espaço físico específico, os óculos de realidade virtual e aumentada permitem que qualquer lugar se transforme em uma sala de exibição.
“Você poderá estalar os dedos e fazer uma tela aparecer onde estiver, quando quiser assistir algo”, afirmou Zuckerberg, pintando um cenário no qual a imersão e a mobilidade ditam o consumo de mídia.
Realidade aumentada como substituta natural
Zuckerberg não aposta em uma substituição instantânea, mas sim em uma transição gradual, como a que ocorreu com os smartphones e os computadores. Mesmo com o celular se tornando o principal dispositivo do dia a dia, os PCs continuam sendo usados. Com as TVs, o caminho deverá ser semelhante: elas não desaparecerão, mas deixarão de ser o centro das atenções.
A substituição, segundo ele, será liderada pelos óculos de realidade aumentada e virtual — dispositivos que estão em rápida evolução, mas ainda enfrentam desafios como o preço e a adoção em massa. No entanto, Zuckerberg está confiante: “Em alguns anos, eles serão mais acessíveis ao público”, declarou.
Esse barateamento, somado ao avanço das funcionalidades, será essencial para que os óculos se tornem comuns. Uma vez popularizados, poderão não apenas reproduzir conteúdo, mas criar experiências visuais personalizadas, interativas e móveis.
A importância da tecnologia sem apagar o valor do físico
Apesar de prever o declínio da TV como protagonista, Zuckerberg deixa claro que os dispositivos físicos ainda terão valor. Ele reforça que a evolução tecnológica não significa eliminar o que já existe, mas criar novas possibilidades de uso. “Acho que as coisas físicas ainda terão valor por um bom tempo”, disse.
Esse olhar equilibrado mostra que, para o CEO da Meta, o futuro não é sobre substituição abrupta, mas adaptação e integração. Assim como os celulares conviveram com os computadores, as novas tecnologias imersivas devem coexistir com as TVs, ao menos por um tempo.
O que muda para os usuários?
Se as previsões de Zuckerberg se confirmarem, o conceito de “assistir TV” será completamente reformulado. Em vez de nos reunirmos ao redor de uma tela fixa, poderemos acessar conteúdos onde quisermos, quando quisermos, com um simples gesto.
Esse novo cenário exige também uma mudança na forma como os conteúdos são criados, pensando em ambientes imersivos e experiências personalizadas. Plataformas como a Meta, que investem pesado em realidade aumentada e metaverso, já se preparam para essa nova era.
Fonte: Infobae