Segundo uma pesquisa com 2 mil brasileiras, cerca de 70% das mulheres se masturbam. O número é bem superior ao levantamento da USP feito em 2008, quando apenas 40% admitiam a prática. Para a sexóloga Chris Marcello, CEO da Sophie Sensual Feelings, isso reflete uma mudança importante na forma como as mulheres encaram a própria sexualidade.
Autonomia e consciência corporal

Marcello explica que a masturbação faz parte de uma vida sexual saudável. Ao se conhecer melhor, a mulher desenvolve consciência corporal, descobre o que lhe dá prazer e conquista autonomia sexual. Isso também impacta a vida a dois: casais que exploram a masturbação mútua podem aumentar a intimidade e melhorar a comunicação na cama.
O orgasmo como aliado da saúde

O orgasmo libera uma enxurrada de hormônios, como oxitocina e dopamina, que promovem bem-estar e relaxamento. Resultado? Sono mais profundo, menos estresse e até alívio das cólicas menstruais, já que essas substâncias têm efeito analgésico. “É uma ótima pedida para dormir melhor ou para lidar com as dores do período”, afirma a especialista.
Benefícios que vão além do prazer
A sexóloga também destaca pesquisas que apontam outro ganho: a masturbação ajuda a aumentar a imunidade. Isso acontece porque a prática estimula o aumento de cortisol no sangue, o que potencializa a produção de anticorpos. Em resumo, além de prazer, pode oferecer uma camada extra de proteção ao organismo.
Sem culpa, sem tabu
O recado dos especialistas é claro: a masturbação não só não faz mal, como traz benefícios reais. Mais do que uma prática íntima, ela pode ser uma ferramenta de saúde física e mental. O desafio, no entanto, continua sendo derrubar o preconceito e falar sobre o tema sem culpa.
[Fonte: Terra]