De problemas legais envolvendo figuras familiares a questões de saúde do rei, a coroa norueguesa enfrenta um “annus horribilis” que pode impactar sua estabilidade e popularidade. Entenda os detalhes dessa crise sem precedentes.
Acusações contra Marius Borg Høiby
Marius Borg Høiby, filho de Mette-Marit, futura rainha da Noruega, está no centro de um escândalo que chocou o país. Aos 27 anos, ele foi acusado de violência contra a ex-namorada, incluindo estupro, e enfrenta investigações adicionais sobre ameaças de morte. Detido preventivamente em novembro, este é um fato inédito para um membro da família real.
Conhecido por manter distância dos compromissos reais, Marius agora lida com acusações que vieram à tona graças a relatos de outras ex-parceiras, que também alegam abusos. O caso trouxe atenção para seu histórico de problemas psicológicos e vícios, aumentando a repercussão negativa para a monarquia.

Um ano turbulento para a família real
Além do caso de Marius, outros eventos abalaram a imagem da monarquia em 2024. A polêmica união da princesa Märtha Louise com o xamã americano Durek Verrett trouxe críticas ao casal. As práticas controversas de Verrett, como a venda de amuletos “milagrosos”, foram amplamente condenadas como charlatanismo, gerando desconforto entre os noruegueses.
A saúde do rei Harald, de 87 anos, também preocupa. O monarca reduziu significativamente suas atividades oficiais devido a problemas médicos, levantando incertezas sobre o futuro da instituição. Paralelamente, o apoio popular à monarquia caiu de 81% em 2017 para 62% em 2024, um sinal claro de insatisfação.
A monarquia está em risco?
Apesar dos escândalos, os especialistas acreditam que a monarquia norueguesa não corre risco imediato de dissolução. O príncipe herdeiro Haakon e sua esposa Mette-Marit ainda desfrutam de alta popularidade, o que tem ajudado a preservar a estabilidade institucional.

De acordo com Tor Bomann-Larsen, biógrafo da família real, a República não é uma ameaça iminente. No entanto, ele alerta que as crises recentes mostram como até mesmo as instituições mais sólidas podem ser abaladas por problemas internos.
Uma crise para superar
A monarquia norueguesa enfrenta desafios sem precedentes, mas ainda possui figuras centrais que garantem sua credibilidade. Enquanto isso, a gestão cuidadosa dessas crises será essencial para proteger a instituição e sua relevância na sociedade norueguesa. Este “annus horribilis” é um lembrete de que até mesmo as monarquias mais respeitadas não estão imunes a períodos de instabilidade.