A partir de 1º de julho de 2025, uma nova norma estabelecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego passa a valer no Brasil, alterando significativamente a forma como o trabalho em domingos e feriados deve ser gerido pelas empresas. A medida visa fortalecer os direitos dos trabalhadores e exige que as companhias negociem previamente com sindicatos para operar nesses dias. As mudanças prometem afetar principalmente os setores de comércio e serviços, exigindo um novo equilíbrio nas relações trabalhistas.
Novas exigências para trabalho em dias de descanso

A Portaria nº 3.665/2023 determina que o funcionamento das empresas aos domingos e feriados estará condicionado à celebração de acordos coletivos com os sindicatos das respectivas categorias profissionais. Essa negociação deve definir, entre outros pontos, a compensação oferecida aos trabalhadores, seja por meio de remuneração adicional ou pela concessão de folgas compensatórias.
A intenção é assegurar que o trabalho realizado fora dos dias úteis receba um tratamento justo, reconhecendo o esforço dos empregados e evitando abusos por parte dos empregadores. A negociação também precisa incluir aspectos como a jornada, os intervalos e outros benefícios relevantes.
Por que a nova norma é relevante
O principal objetivo da nova diretriz é garantir que o trabalho em dias tradicionalmente dedicados ao descanso não aconteça sem compensações adequadas. A exigência de acordos coletivos promove maior transparência nas relações entre empresas e trabalhadores, além de fortalecer o papel dos sindicatos na proteção dos direitos trabalhistas.
Outro ponto importante é que a norma busca estimular um diálogo mais estruturado entre empregadores e empregados, o que pode contribuir para a redução de conflitos trabalhistas e melhorar a qualidade do ambiente de trabalho.
O que continua igual com a nova regra
Apesar das mudanças, a legislação atual que autoriza o funcionamento do comércio em feriados permanece válida. A diferença é que, a partir de julho, empresas que quiserem manter suas atividades nesses dias precisarão seguir as novas regras de negociação coletiva.
Além disso, as formas de compensação, como o pagamento em dobro ou a concessão de folga, continuam as mesmas. A distinção legal entre domingos e feriados também se mantém, sendo necessário que cada um deles seja tratado de forma específica nos acordos.
Como empresas e trabalhadores devem se preparar
Para garantir uma transição tranquila, é fundamental que as empresas iniciem o quanto antes o diálogo com os sindicatos. Isso permitirá a criação de acordos que respeitem os direitos dos trabalhadores sem comprometer a operação das empresas.
Já os trabalhadores devem se informar sobre seus novos direitos e acompanhar as negociações para garantir que suas condições de trabalho estejam protegidas. O envolvimento ativo da categoria profissional nas discussões pode ser decisivo para a construção de acordos justos e equilibrados.
Essa mudança marca uma nova etapa nas relações trabalhistas brasileiras, priorizando a negociação coletiva como ferramenta central para regulamentar o trabalho em domingos e feriados. Ao mesmo tempo que reforça a proteção ao trabalhador, a norma oferece às empresas a possibilidade de operar legalmente, desde que respeitem os novos critérios.
A atenção a essas mudanças será essencial nos próximos meses, e o cumprimento da nova norma poderá se tornar um diferencial competitivo para as empresas que valorizarem um ambiente de trabalho justo e colaborativo.
[Fonte: EM Foco]