Durante anos, o Aeroporto Internacional de Guarulhos foi considerado o principal hub da América Latina. Em 2024, no entanto, essa hegemonia foi quebrada por um rival que poucos esperavam.
O novo líder no tráfego aéreo latino-americano

Com um total de 45,8 milhões de passageiros em 2024, o El Dorado, em Bogotá, registrou um crescimento expressivo de quase 16% em comparação ao ano anterior. Enquanto isso, Guarulhos teve um aumento mais modesto de 6%, atingindo 43,58 milhões de viajantes. O aeroporto mexicano, por sua vez, sofreu queda de 6,3%, encerrando o ano com 45,36 milhões de passageiros.
A diferença não se destaca apenas nos números mais recentes. Em relação ao período pré-pandemia, o desempenho de Bogotá é ainda mais impressionante: 31% de crescimento desde 2019. Guarulhos manteve estabilidade, com leve alta de 1%, enquanto a Cidade do México viu seu tráfego cair quase 10%.
Os motivos por trás da ascensão de Bogotá

A localização estratégica da capital colombiana — que conecta eficientemente América do Sul e América do Norte — é um dos principais fatores que explicam o sucesso do El Dorado. Além disso, o aumento na concorrência entre companhias aéreas como Avianca, LATAM e operadoras de baixo custo elevou a oferta de voos e reduziu os preços das passagens, atraindo ainda mais passageiros.
Outro ponto decisivo é a centralização das operações internacionais em um único aeroporto. Enquanto São Paulo e Cidade do México dividem o tráfego entre diferentes terminais, Bogotá concentra quase todas as rotas internacionais no El Dorado, otimizando conexões e proporcionando uma logística mais eficiente.
O cenário para São Paulo após a perda de liderança
Apesar de ter perdido a primeira posição no ranking de aeroportos, São Paulo ainda lidera no total de passageiros por cidade: foram cerca de 66 milhões de viajantes somando todos os terminais da capital paulista — número superior ao de Bogotá e Cidade do México.
O desafio agora é reposicionar Guarulhos com estratégias que ampliem sua relevância internacional e recuperem sua liderança. O crescimento de Bogotá serve de alerta e inspiração: investimentos em conectividade, competitividade tarifária e infraestrutura eficiente podem fazer toda a diferença no cenário da aviação regional.
[Fonte: Tribuna de Minas]