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Tecnologia

O alerta de um especialista: como a inteligência artificial pode reduzir a população global a 100 milhões

Um renomado professor em tecnologia prevê um futuro sombrio, em que a IA levaria ao declínio da natalidade e ao colapso populacional global. O avanço tecnológico promete transformar a sociedade — mas talvez não da forma que imaginávamos.
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Tempo de leitura: 3 minutos

À medida que a inteligência artificial se torna cada vez mais presente em nossas vidas, surgem novos debates sobre seus impactos profundos e inesperados. Para o matemático e professor Subhash Kak, da Universidade de Oklahoma, a questão não é apenas como a IA mudará o trabalho, mas como pode alterar o próprio destino da humanidade — reduzindo a população mundial a apenas 100 milhões de pessoas nos próximos séculos.

 

A tecnologia que cria… e extingue empregos

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© Igor Omilaev – Unsplash

Segundo o relatório Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, entre 2025 e 2030 os avanços tecnológicos serão os principais responsáveis pela criação ou eliminação de empregos. O saldo estimado no curto prazo é positivo: cerca de 92 milhões de novos postos de trabalho líquidos. No entanto, Subhash Kak alerta para um panorama muito mais preocupante no longo prazo.

Em entrevista ao jornal britânico The Sun, Kak afirmou que “os computadores ou robôs nunca serão conscientes, mas substituirão literalmente tudo o que fazemos, porque tudo será passível de automação.” Para ele, a consequência mais devastadora disso será a crescente insegurança econômica, que já está levando muitas pessoas a não terem filhos — algo que se tornará uma “impossibilidade prática” em escala global.

 

O declínio silencioso da natalidade

O alerta de Kak se baseia em dados concretos. Ele cita que, em 2023, a União Europeia registrou sua menor taxa de fertilidade do século. No Japão, 2024 marcou o menor número de nascimentos em 125 anos. Na China, a população está em declínio há três anos consecutivos. E na Coreia do Sul, a taxa de natalidade está entre as mais baixas do planeta.

Esses dados mostram uma tendência já em curso. De acordo com demógrafos mencionados por Kak, o colapso demográfico ocorreria entre os anos 2300 e 2380, quando a população global seria de apenas 100 milhões de pessoas — número inferior à atual população do Brasil e pouco maior que a da Espanha em 2025.

 

O futuro das grandes cidades: de metrópoles a fantasmas

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© Sean Pollock – Unsplash

Com essa queda dramática da população, o especialista prevê que cidades icônicas como Nova York ou Londres se tornarão fantasmas, abandonadas e sem função em um mundo esvaziado. E o mais inquietante, segundo ele, é que “as pessoas ainda não têm ideia do que está por vir”.

Diferente do cenário distópico clássico de uma revolta das máquinas, o fenômeno seria causado por um “recuo voluntário” da humanidade. À medida que a IA torna a vida mais fácil, mas também mais desumanizada, as pessoas deixariam de encontrar sentido em formar famílias, contribuindo ao declínio populacional.

 

Mais conforto, menos conexão

Em seu livro The Age of Artificial Intelligence, publicado no início do ano, Subhash Kak analisa os impactos geopolíticos da IA, destacando a corrida global entre países para dominar essa tecnologia. Ele também aponta para um afastamento crescente da natureza e o colapso progressivo das instituições sociais e políticas.

“O avanço da IA trará benefícios inegáveis para a humanidade, reduzindo esforços e aumentando o conforto no dia a dia. Mas esses mesmos avanços trarão desafios éticos, legais e filosóficos profundos”, afirmou o autor.

 

[ Fonte: National Geographic ]

 

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