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Ciência

O alimento que foi acusado por décadas — e agora ganhou um novo veredito

Por muito tempo, ele foi visto como inimigo do coração. Hoje, a ciência mostra um cenário bem diferente. Afinal, o ovo realmente faz mal ao colesterol?
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Tempo de leitura: 2 minutos

Durante anos, o ovo esteve na lista de vilões da alimentação saudável. A culpa? O colesterol presente na gema. Mas a nutrição evoluiu, novos estudos surgiram e aquela certeza absoluta começou a ruir. Agora, especialistas analisam o papel real desse alimento no organismo e levantam uma pergunta simples: será que o ovo merece mesmo essa fama?

O que a ciência diz hoje sobre o ovo

O alimento que foi acusado por décadas — e agora ganhou um novo veredito
© Pexels

A ideia de que o ovo aumenta perigosamente o colesterol já não encontra respaldo na maioria das pesquisas atuais. Segundo a nutricionista clínica Amanda Figueiredo, da USP, estudos mostram que não existe diferença significativa no risco cardiovascular entre pessoas que consomem poucos ou muitos ovos, desde que a alimentação seja equilibrada.

Para a maioria dos indivíduos saudáveis, o consumo de ovos não eleva de forma relevante o colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”. Ou seja, o impacto negativo que antes se imaginava não se confirma na prática.

Além disso, o ovo oferece benefícios importantes. Ele é fonte de proteínas de alto valor biológico, colina e antioxidantes — nutrientes que contribuem para o aumento do HDL, o chamado “colesterol bom”, e ajudam a proteger a saúde do coração.

Vilão ou aliado do coração?

Em vez de prejudicar, o ovo pode fazer parte de uma dieta saudável quando consumido com moderação e dentro de um padrão alimentar balanceado. O problema não está no alimento em si, mas no conjunto da dieta, no excesso de ultraprocessados e na falta de variedade nutricional.

Para quem não tem restrições médicas específicas, o ovo deixa de ser vilão e passa a ocupar um lugar mais justo no prato: o de um alimento acessível, nutritivo e versátil.

No fim das contas, a ciência mostra que o verdadeiro inimigo da saúde cardiovascular não é um único ingrediente, mas sim os hábitos alimentares como um todo.

[Fonte: Terra]

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