O fundo, fundado pelo cofundador do Facebook e pelo ex-investidor da Bain Capital, Raj Ganguly, passa a integrar os planos da Autoridade de Investimentos do Catar (QIA) para atrair empresas de tecnologia e startups inovadoras. A QIA, que administra um portfólio de US$ 510 bilhões, tem intensificado seus esforços para competir com outros centros financeiros regionais, como os dos Emirados Árabes Unidos, da Arábia Saudita e do Kuwait.
De acordo com comunicado oficial, o investimento será realizado por meio do programa de fundos de fundos da QIA, cujo objetivo é apoiar iniciativas de alto potencial de crescimento. O B Capital, que já conta com investimentos em startups de destaque, como a DataRobot, especializada em aprendizado de máquina; a FalconX, corretora de criptomoedas; e a Pendo, empresa de software de análise de clientes, busca expandir sua atuação internacional e reforçar sua presença no mercado do Oriente Médio.
Além do B Capital, a QIA planeja aportar recursos na Deerfield Management Co., uma gestora de investimentos focada no setor de saúde, que administra aproximadamente US$ 15 bilhões em ativos. No ano passado, a Deerfield lançou um programa de US$ 1 bilhão com o intuito de fortalecer o ecossistema de venture capital e impulsionar o surgimento de startups locais. Embora os detalhes sobre o tamanho exato do investimento não tenham sido divulgados, essa iniciativa reflete uma estratégia abrangente para fomentar a inovação e a diversificação econômica na região.
O B Capital já realizou investimentos em outras quatro empresas, entre elas a Utopia Capital Management, sediada em Londres, como parte de um movimento para estabelecer escritórios ou sedes regionais no Catar. Esse posicionamento estratégico visa não só ampliar a atuação do fundo, mas também fortalecer o ambiente de investimentos do país, que vem se destacando como um polo emergente para o venture capital. Países concorrentes, como os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, têm utilizado seus fundos soberanos para atrair empresas globais, transformando cidades como Abu Dhabi, Dubai e centros sauditas em importantes hubs financeiros.
O Kuwait também tem mostrado interesse em atrair grandes players internacionais, com a BlackRock Inc. explorando a possibilidade de abrir um escritório local, conforme noticiado por fontes do mercado financeiro. Com a expansão da produção de gás, a QIA projeta um crescimento expressivo nos próximos anos, o que deverá impulsionar novos investimentos não só na Ásia, mas também nos Estados Unidos, especialmente em setores voltados para a digitalização e aprimoramento de infraestrutura.
Essa estratégia de diversificação e internacionalização posiciona o Catar como um destino cada vez mais atrativo para investidores globais e fortalece sua competitividade no cenário do venture capital. A iniciativa de Saverin, ao expandir o B Capital para Doha, evidencia a busca constante por novas oportunidades e a capacidade do país em atrair recursos para desenvolver um ecossistema de inovação robusto e sustentável.
[Fonte: Infomoney]