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Tecnologia

Meta está construindo um enorme cabo submarino de internet

A empresa afirma que o investimento bilionário é necessário para fortalecer a confiabilidade da internet global e impulsionar a inovação em IA.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A Meta anunciou que vai investir bilhões de dólares nos próximos anos para construir um novo cabo submarino de internet que se estenderá por 50.000 quilômetros, uma distância maior que a circunferência da Terra, conectando cinco continentes.

O projeto, chamado Waterworth, é o primeiro cabo submarino que a Meta desenvolve sozinha, sem parceiros. A empresa afirmou que utilizará uma técnica de roteamento inédita e técnicas de enterramento aprimoradas para maximizar a quantidade de cabo instalada em águas profundas, onde há menos risco de danos causados por navios ou outros perigos.

Embora a internet pareça algo invisível, presente no ar ao nosso redor por meio de sinais de rádio, sua transmissão entre continentes ainda ocorre de maneira analógica. A maior parte do tráfego da internet global passa por cabos submarinos — essencialmente, cabos Ethernet extremamente longos. Nos últimos anos, esses cabos se tornaram alvos de ataques, com países como a Rússia sendo acusados de sabotar infraestruturas desse tipo, como o recente corte de um cabo no Báltico por uma frota de “navios fantasmas”. Esses ataques desestabilizam adversários e causam caos ao testar os limites de tolerância de outras nações (a Rússia negou envolvimento nesse incidente recente).

Os aplicativos da Meta, como Facebook e Instagram, respondem por uma parte significativa do tráfego diário da internet, e a empresa investe pesado em infraestrutura para manter a velocidade e a confiabilidade de seus serviços. Assim, não surpreende que a companhia queira construir um cabo próprio para garantir o controle sobre a transmissão de dados.

A Netflix seguiu uma estratégia semelhante ao longo dos anos, desenvolvendo sua própria rede de entrega de conteúdo com data centers e equipamentos fornecidos a provedores de internet ao redor do mundo. Isso permitiu armazenar conteúdos localmente e entregá-los aos usuários com mais rapidez, aliviando a carga sobre as redes — algo que gerou muitas reclamações de provedores no passado. Por isso, a Netflix abandonou seu apoio às regras de neutralidade da rede anos atrás, pois não precisava mais dessa proteção. Em 2021, no entanto, foi processada por um provedor sul-coreano que alegou que o sucesso de Round 6 estava sobrecarregando a rede. Na Coreia do Sul, empresas de streaming são obrigadas a pagar taxas especiais para contribuir com a infraestrutura de rede.

Durante o anúncio do Projeto Waterworth, a Meta destacou a importância da nova infraestrutura para o futuro da inteligência artificial. Assim como outras gigantes da tecnologia, a empresa acredita que as novas ferramentas de IA levarão a uma explosão na demanda por data centers. Os cabos submarinos servirão como a espinha dorsal dessa infraestrutura, garantindo a largura de banda necessária para transmitir o crescente volume de dados associado ao desenvolvimento e uso dessas tecnologias emergentes.

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