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O direito que todo inquilino precisa conhecer na Lei do Inquilinato

Você sabia que pode consertar infiltrações, rachaduras ou problemas elétricos graves no imóvel alugado e pedir o reembolso depois, mesmo sem autorização do dono? Pouca gente conhece, mas a Lei do Inquilinato garante esse direito em situações de emergência. Entenda como funciona, quais são as exceções e o que fazer para não sair no prejuízo.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/91) determina que o proprietário é responsável por manter o imóvel em condições de uso. O artigo 22 deixa isso claro, e o artigo 35 vai além: benfeitorias necessárias feitas pelo inquilino, mesmo sem autorização, devem ser indenizadas.

Essas benfeitorias necessárias são obras que evitam a deterioração do imóvel ou preservam sua estrutura. Exemplos incluem:

  • conserto de telhado com goteira
  • reparo de infiltrações sérias
  • problemas elétricos que ofereçam risco
  • rachaduras estruturais

Ou seja, se a situação for urgente e puder gerar um dano maior, o inquilino tem direito ao reembolso.

Nem toda obra dá direito a ressarcimento

O direito que todo inquilino precisa conhecer na Lei do Inquilinato
© Pexels

A lei divide as benfeitorias em três tipos:

  • Necessárias: sempre indenizáveis, mesmo sem autorização.
  • Úteis: facilitam o uso do imóvel, como instalar grades ou portões. Só são reembolsadas se o proprietário autorizar antes.
  • Voluptuárias: de luxo ou estética, como colocar uma piscina ou uma decoração especial. Não geram reembolso, mas o inquilino pode retirar no fim do contrato, desde que não cause danos.

A cláusula que pode anular o direito

Apesar da proteção da lei, existe um detalhe importante: o contrato pode conter uma cláusula de renúncia ao reembolso. Essa previsão é válida, reconhecida pela Súmula 335 do STJ.

Na prática, se o contrato tiver essa cláusula, o inquilino não pode exigir indenização, mesmo em obras urgentes. Por isso, é essencial ler com atenção antes de assinar.

Como garantir o reembolso na prática

Para que o direito seja reconhecido, o inquilino precisa comprovar a urgência e documentar tudo. O passo a passo inclui:

  • comunicar o problema ao proprietário por escrito (e-mail, mensagem registrada ou carta com AR)
  • registrar a situação com fotos, vídeos e orçamentos
  • guardar notas fiscais e recibos do reparo
  • negociar o ressarcimento, que pode vir como abatimento no aluguel ou pagamento direto

Se o dono se recusar a pagar, a lei permite que o inquilino busque a Justiça, rescinda o contrato sem multa e até retenha o imóvel até o pagamento.

Direitos e deveres dos dois lados

Para evitar conflitos, a lei também define responsabilidades:

  • O proprietário deve entregar o imóvel em boas condições, pagar impostos, arcar com reparos estruturais e despesas extraordinárias do condomínio.
  • O inquilino deve pagar aluguel em dia, cuidar do imóvel, comunicar problemas e fazer apenas reparos simples decorrentes do uso.

Esse equilíbrio evita que o locatário assuma custos que não são dele.

Conhecer a lei é a chave para não sair perdendo

A Lei do Inquilinato protege o inquilino em emergências, mas cláusulas de renúncia podem mudar tudo. Entenda as diferenças entre os tipos de benfeitorias, mantenha registros e exija seus direitos. Descubra: estar bem informado pode ser o fator decisivo entre ser reembolsado ou arcar sozinho com um prejuízo alto.

E você, já sabia que tinha esse direito garantido pela lei?

[Fonte: Click Petroleo e Gas]

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