Se você terminou o episódio chorando, não está sozinho. O sexto episódio da segunda temporada de The Last of Us — intitulado The Price — estreou na HBO e já está sendo considerado um dos mais impactantes da série. Enquanto o recap oficial completo chega na segunda-feira, o momento é de compartilhar reações, teorias e aquele peso emocional que a série sabe entregar como ninguém.
Com direção de Neil Druckmann, criador da franquia, o episódio mescla fidelidade ao jogo com cenas inéditas criadas especialmente para a TV — e o resultado é simplesmente arrebatador.
O presente de aniversário que mexe com tudo
Quem jogou The Last of Us Part II já esperava por ele: o famoso flashback do presente de aniversário da Ellie finalmente ganhou vida na série. O momento icônico, em que Joel a leva para um museu como presente surpresa, foi reproduzido com cuidado e emoção, relembrando o vínculo que unia os dois.
Mas o episódio não parou por aí. Ampliando esse universo, a série apresentou também outros aniversários da Ellie — anteriores e posteriores ao do museu — criando novas camadas emocionais e aprofundando ainda mais sua história.
A verdade revelada… e a última conversa
Em seguida, o episódio alcança o presente da série, conectando-se ao início da segunda temporada. E é aí que tudo muda: antes de morrer, Joel finalmente conta a Ellie a verdade sobre o que aconteceu no hospital em Salt Lake City.
Sim, Ellie descobre que Joel matou todos os médicos que tentavam desenvolver uma cura usando seu corpo como base — um ato impulsivo e egoísta, mas motivado pelo amor incondicional que sentia por ela. Foi a última conversa entre os dois. Um perdão mútuo selado entre mágoas, amor e arrependimento.
A atuação de Pedro Pascal e Bella Ramsey nesse momento é de tirar o fôlego. A tensão acumulada por anos explode de forma delicada, honesta e destruidora.
Novos personagens, novas dores
Como se a carga emocional entre Ellie e Joel não fosse suficiente, o episódio ainda apresentou outras tramas marcantes. Joe Pantoliano interpretou Eugene, um personagem que ganhou espaço e empatia rapidamente. E pela primeira vez, vimos um flashback de infância de Joel e Tommy com o pai deles — vivido por Tony Dalton (Hawkeye) — mostrando feridas familiares que ainda ecoam no presente.
São momentos que expandem o universo da série, aprofundam personagens já queridos e entregam emoção em todas as direções.
Um episódio para digerir com calma
The Price é o tipo de episódio que deixa marcas. Quem jogou os games encontrou referências cuidadosamente adaptadas. Quem não conhece a história original foi surpreendido por reviravoltas e revelações fortes.
Seja qual for o seu caso, é impossível ignorar o peso emocional desse capítulo. A construção dramática, o cuidado com os diálogos e a sensibilidade nas atuações mostram por que The Last of Us é mais do que uma adaptação de videogame — é uma das melhores séries da atualidade.