Imagine acordar e encontrar a praia que você conhece de forma completamente diferente: a água recuada, deixando a areia exposta além do habitual. Foi exatamente isso que moradores de Praia Grande viveram, gerando preocupação e especulações. Apesar do susto, o que aconteceu é um fenômeno já conhecido pela ciência e que pode ser explicado de forma simples.
O mar que parecia ter desaparecido
Na manhã de quinta-feira (21), o litoral de Praia Grande apresentou um cenário incomum: a maré baixou a ponto de dar a impressão de que o mar havia “secado”. Imagens compartilhadas no Instagram mostravam a faixa de areia ampliada, enquanto moradores e turistas comentavam assustados.
21-22 Ağustos 2025 Praia Grande Sao Paulo Brezilya 🇧🇷
Deniz Çekilmesi #poleshift pic.twitter.com/A0cn7Wpa2r— Hermes (@hermesisos) August 22, 2025
Nas redes sociais, alguns internautas relataram medo e associaram o fenômeno a outros eventos recentes, como enchentes e ressacas. A preocupação maior estava ligada a boatos de que esse tipo de recuo poderia anunciar um tsunami.
A explicação científica para o fenômeno
Segundo especialistas, o episódio registrado nada mais é do que uma maré baixa, um processo natural que ocorre periodicamente. Ele pode ser intensificado em determinadas condições, como na passagem de ciclones extratropicais, ou em períodos específicos de alinhamento entre Sol, Lua e Terra, conhecidos como sizígia.
A oceanógrafa Regina Souza, do Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Unisanta, explicou que não há motivo para alarme. Em junho, por exemplo, foram registradas marés ainda mais negativas do que a observada em Praia Grande, sem qualquer consequência para a população.
Entre o medo e a tranquilidade
Embora a visão de um “mar seco” cause estranhamento, os especialistas ressaltam que não existe relação direta com tsunamis. Trata-se apenas de uma variação natural das marés, que faz parte do comportamento esperado do oceano.
O episódio, apesar de ter gerado medo e inúmeros comentários, é também um lembrete de como os fenômenos naturais podem surpreender e reforçar a necessidade de conhecer melhor a dinâmica dos mares antes de criar interpretações alarmistas.
[Fonte: Diário do Litoral]