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Tecnologia

O que está por trás da nova onda de espionagem digital no Brasil

Mesmo quem nunca clicou em links suspeitos pode estar em risco. Novos tipos de ataques cibernéticos estão agindo em silêncio, coletando dados, monitorando atividades e abrindo caminho para golpes ainda mais perigosos. Saiba quais são essas ameaças, como agem e por que o Brasil está entre os alvos preferidos.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Na era digital, proteger dados vai muito além de instalar um antivírus. Em 2025, hackers estão adotando métodos cada vez mais discretos e sofisticados para invadir sistemas e roubar informações. Essas ameaças nem sempre causam danos visíveis, mas seu impacto pode ser devastador. Com base em novos alertas de segurança digital, entenda os riscos reais que correm seus dados — mesmo sem você perceber.

Infostealers: o inimigo que opera nas sombras

Seu computador parece funcionar normalmente. Mas, sem alertas ou janelas suspeitas, um programa malicioso pode estar coletando suas senhas, capturando telas e enviando tudo para um servidor de criminosos. Assim funcionam os infostealers, malwares especializados em roubo de dados pessoais, bancários e corporativos.

Eles se espalham por meio de e-mails falsos, downloads disfarçados ou links maliciosos em redes sociais. Sua força está no silêncio: operam em segundo plano, sem chamar atenção. Em 2025, empresas como a ESET destacam seis infostealers que estão se espalhando com velocidade na América Latina — principalmente no Brasil.

As principais ameaças ativas no Brasil

Entre os mais detectados está o LummaStealer, um malware versátil que pode ser customizado conforme o objetivo do ataque. Ele é disseminado por instaladores falsos, mensagens enganosas e links em redes sociais. Pode registrar teclas digitadas, capturar telas ou executar comandos remotamente.

Outro nome perigoso é o Amadey, que funciona como porta de entrada para ataques mais complexos, como ransomware. Ele é leve, silencioso e geralmente chega por e-mails com boletos ou multas falsas.

Já o Rozena age com mais discrição ainda: não instala arquivos no disco, funcionando apenas na memória. Ele pode assumir o controle do computador remotamente e é frequentemente ocultado em documentos do Office com macros.

Infostealers (2)
© FreePik

Ataques bancários e espionagem digital

O Guildma, criado no Brasil, é focado em roubar dados bancários. Ele simula cliques, preenche formulários automaticamente e espiona sessões de internet banking em tempo real. É comum em campanhas de spam direcionadas a brasileiros.

Outros dois perigosos são Formbook e sua versão mais recente, o Xloader, que atacam tanto Windows quanto macOS. Vendidos em fóruns ilegais, eles capturam dados de login, e-mails e histórico de navegação.

A nova era do cibercrime exige vigilância constante

Esses malwares usam técnicas sofisticadas para escapar da detecção, como criptografia e comunicação por canais como Telegram. Seu custo é baixo e o acesso é fácil, o que facilita sua disseminação por cibercriminosos amadores.

Em 2025, proteger seus dados exige mais do que ferramentas básicas: é preciso informação. Saber como essas ameaças funcionam é o primeiro passo para impedir que entrem na sua vida digital sem você nem perceber.

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