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‘O Telefone Preto 2’ promete elevar o terror a outro nível

Sequências de terror costumam decepcionar, mas O Telefone Preto 2 foge à regra. Mais sombrio, sangrento e emocional, o novo filme expande o universo criado por Scott Derrickson e transforma Gwen (Madeleine McGraw) na verdadeira protagonista. Com novas camadas para o vilão e referências a clássicos dos anos 70 e 80, é imperdível.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O primeiro O Telefone Preto surpreendeu em 2021 ao misturar suspense sobrenatural e drama familiar, com a atuação perturbadora de Ethan Hawke como o assassino The Grabber. Agora, quatro anos depois, a Blumhouse aposta alto em uma continuação que não se limita a repetir fórmulas: O Telefone Preto 2 amplia a mitologia da história, investe no carisma dos irmãos Finney e Gwen e assume sem medo o caminho do slasher clássico.

Uma nova protagonista

Desta vez, os holofotes se voltam para Gwen, interpretada por Madeleine McGraw. Sua mistura de bravura, humor ácido e fé religiosa faz dela uma heroína inesperada, conduzindo boa parte da narrativa. Finney (Mason Thames) continua essencial, mas mais endurecido pelas experiências traumáticas. Juntos, os dois carregam o coração do filme.

Do suspense ao terror explícito

Se o primeiro longa se apoiava na tensão psicológica, aqui a trama aposta em um cenário invernal e em um acampamento isolado, evocando referências diretas a clássicos como O Iluminado e Sexta-Feira 13. O retorno do Grabber como presença sobrenatural, combinado às visões de Gwen, adiciona ecos de A Hora do Pesadelo. O resultado é uma transição fluida do suspense para o horror sangrento, com direito a mais gore e brutalidade.

Novos personagens e velhos fantasmas

Black Phone
© Universal Pictures

Além de Ethan Hawke, que volta a aterrorizar sob a icônica máscara, o elenco traz Demián Bichir como o enigmático diretor do acampamento, Jeremy Davies como o pai dos protagonistas e Miguel Mora, que retorna como Ernesto, irmão de Robin, figura querida do primeiro filme. Essa combinação amplia a mitologia e aprofunda o passado do Grabber, revelando as origens de sua maldade.

Construção lenta, mas recompensadora

O filme demora a engrenar, com tempo dedicado a mostrar a vida escolar de Finney e Gwen após os eventos traumáticos. Mas quando o acampamento entra em cena, a narrativa dispara em intensidade. As revelações sobre o assassino e as novas conexões com o além não apenas dão peso ao terror, mas também recontextualizam o filme original.

Um raro caso de sequência superior

Dirigido novamente por Scott Derrickson, com roteiro dele e de C. Robert Cargill, O Telefone Preto 2 é um daqueles casos raros em que a sequência supera o original. Mistura sustos genuínos, violência gráfica e momentos de emoção, equilibrando referências nostálgicas com inovação narrativa.

Com estreia mundial no Fantastic Fest 2025 e lançamento nos cinemas marcado para 17 de outubro, o filme já desponta como uma das produções de terror mais aguardadas do ano — e uma prova de que franquias podem evoluir sem perder impacto.

 

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