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Ciência

Obesidade e risco cardíaco: o contraste entre diagnóstico e realidade no Brasil

Um estudo nacional revela que grande parte da população adulta está acima do peso ou obesa, mas apenas uma pequena parcela foi diagnosticada com condições que aumentam o risco de doenças do coração. Especialistas alertam para a urgência de conscientização e medidas preventivas que podem salvar vidas.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Mesmo com sintomas clínicos e fatores de risco, muitos brasileiros não percebem a gravidade da situação. Dados recentes mostram que a obesidade e o excesso de gordura abdominal, principalmente entre mulheres, elevam a vulnerabilidade a infarto, AVC e hipertensão. A prevenção e o acompanhamento médico são fundamentais para reduzir o impacto na saúde cardiovascular.

Pesquisa nacional mostra alto índice de sobrepeso

O levantamento “Meu Peso, Minha Jornada”, realizado pelo Instituto Datafolha e encomendado pela farmacêutica Novo Nordisk, entrevistou 2.080 brasileiros com média de idade de 43 anos, abrangendo diferentes regiões, classes sociais e gêneros. Os resultados apontam que 59% dos adultos estão acima do peso, mas apenas 16% receberam diagnóstico formal de obesidade ou sobrepeso.

Embora o conhecimento sobre os riscos da obesidade tenha crescido — 56% reconhecem que ela eleva a chance de doenças cardíacas, contra 50% em 2024 —, ainda existe um grande descompasso entre percepção e realidade clínica.

Consequências para a saúde do coração

Entre os entrevistados com sobrepeso ou obesidade, 31% já apresentam hipertensão arterial e 18% têm colesterol elevado. Mesmo assim, apenas 25% se percebem em risco. Especialistas reforçam que identificar e tratar precocemente essas condições é essencial para prevenir complicações graves como infarto, AVC e cardiomiopatia.

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é um dos problemas mais fatais, causado por placas de gordura que bloqueiam vasos sanguíneos cerebrais. Já a cardiomiopatia inflama o músculo cardíaco, podendo exigir até transplante, enquanto o infarto do miocárdio ocorre quando o fluxo sanguíneo no coração é interrompido, podendo levar à morte do tecido.

Circunferência abdominal: um indicador crítico

O estudo também analisou a circunferência abdominal, um importante indicador de risco cardiometabólico. Entre as mulheres brasileiras com 16 anos ou mais, 62% apresentam medidas acima de 88 cm; entre os homens, 33% passam dos 102 cm. O acúmulo de gordura visceral está ligado à resistência à insulina, inflamação e aumento da pressão arterial, fatores que elevam o risco de doenças cardiovasculares.

Ações preventivas e conscientização

Especialistas destacam que, apesar do cenário preocupante, medidas simples podem reduzir riscos: acompanhamento médico regular, hábitos saudáveis, controle do peso, alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e conscientização sobre obesidade e diabetes.

“O manejo da obesidade é fundamental para prevenir doenças do coração, incluindo infarto, AVC e hipertensão, especialmente considerando que cerca de um terço das mortes no Brasil estão relacionadas a essas condições”, reforça Priscilla Mattar, vice-presidente da Área Médica da Novo Nordisk no Brasil.

A conscientização e o cuidado precoce são as chaves para reduzir o impacto da obesidade e proteger a saúde cardiovascular da população brasileira.

Fonte: Metrópoles

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