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Tecnologia

Óculos inteligentes da Meta e Ray-Ban chegam com IA e controle por gestos

Os novos óculos inteligentes da Meta e Ray-Ban, batizados de Meta Ray-Ban Display, unem design clássico, inteligência artificial e uma pulseira que lê os movimentos dos músculos. O dispositivo promete mudar a forma como interagimos com o digital — sem precisar tirar o celular do bolso.
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Tempo de leitura: 4 minutos

Durante o evento Meta Connect, Mark Zuckerberg apresentou o Meta Ray-Ban Display, um par de óculos inteligentes criado em parceria com a Ray-Ban e a EssilorLuxottica. Custando a partir de US$ 799 nos Estados Unidos, o produto vem acompanhado da Meta Neural Band, uma pulseira capaz de interpretar sinais musculares para controlar funções digitais com gestos sutis.

O objetivo, segundo Zuckerberg, é simples: manter as pessoas conectadas sem que elas precisem se desconectar do mundo físico.

“Esses óculos foram projetados para ajudar você a olhar para cima e permanecer presente. Com apenas uma olhada, é possível responder mensagens, visualizar fotos e usar a Meta AI — tudo sem pegar o celular”, explicou o CEO.

Como funcionam os óculos inteligentes da Meta

Óculos inteligentes da Meta e Ray-Ban chegam com IA e controle por gestos
© https://x.com/_guillecasaus/

O Meta Ray-Ban Display é um dos dispositivos vestíveis mais ambiciosos já lançados. Ele combina câmeras, microfones, alto-falantes e uma tela colorida de alta resolução embutida nas lentes. O visor só aparece quando necessário e desaparece em momentos de inatividade, mantendo a aparência natural dos óculos.

Entre as funções disponíveis, o usuário pode ver mensagens, acessar mapas de navegação, atender chamadas de vídeo, controlar músicas e até transmitir ao vivo o que está vendo. Segundo a Meta, a ideia não é substituir o smartphone, mas oferecer uma forma de interagir com o digital de modo mais fluido e discreto.

Meta Neural Band: o controle está nos seus músculos

A grande novidade é a Meta Neural Band, uma pulseira que lê os sinais elétricos gerados pelos músculos do pulso — uma tecnologia chamada eletromiografia de superfície (EMG). Isso permite executar comandos apenas com movimentos mínimos dos dedos, sem precisar tocar no dispositivo.

A empresa explica que o sistema foi treinado com dados de mais de 200 mil pessoas, garantindo que funcione de forma precisa para praticamente qualquer usuário. Além de facilitar o uso dos óculos, a pulseira também tem potencial para aplicações de acessibilidade, especialmente para pessoas com deficiências motoras ou tremores.

“Pense no impacto disso para quem tem lesões na medula espinhal ou limitações nos membros. Essa tecnologia pode redefinir a inclusão digital”, destacou a Meta.

Design Ray-Ban, cérebro Meta

Apesar da alta tecnologia, o visual é 100% Ray-Ban: o modelo segue o estilo clássico Wayfarer, com versões em preto e areia, além de dois tamanhos (padrão e grande). As lentes Transitions se adaptam automaticamente à luz, permitindo uso contínuo em ambientes internos e externos.

Com apenas 69 gramas, o dispositivo é leve, resistente e tem autonomia de até seis horas de uso contínuo — ou 30 horas com o estojo de carregamento. A estrutura de titânio e as baterias ultrafinas garantem conforto mesmo em longos períodos.

Inteligência Artificial no dia a dia

O Meta Ray-Ban Display traz um pacote de funções baseadas em IA multimodal, combinando visão computacional, som e interação natural. Entre os recursos disponíveis:

  • Meta AI com interface visual: comandos e respostas aparecem diretamente no visor das lentes;
  • Mensagens e videochamadas: integração com WhatsApp, Messenger e Instagram;
  • Tradução e legendas em tempo real, com transcrição automática de conversas;
  • Mapas e navegação para pedestres, exibidos discretamente no campo de visão;
  • Câmera integrada para fotos e vídeos com pré-visualização no visor;
  • Controle de música e podcasts via gestos ou voz, compatível com Spotify e Apple Music.

A Meta garante que novas funções serão adicionadas via atualizações de software, expandindo o potencial do dispositivo ao longo do tempo.

Venda limitada e expansão global

Por enquanto, o Meta Ray-Ban Display será vendido em lojas selecionadas nos Estados Unidos, como Best Buy, Ray-Ban Stores e Meta Lab. A empresa já confirmou planos de expansão para Canadá, França, Itália e Reino Unido em 2026.

Quem quiser comprar precisará agendar uma demonstração presencial — exigência da Meta para garantir o ajuste correto dos óculos e a calibração da pulseira Neural Band. A procura é tanta que os horários estão esgotados em várias cidades até novembro, mas novas vagas devem ser abertas diariamente.

Usuários poderão ainda personalizar o produto com lentes de grau, mediante custo adicional.

Um vislumbre do futuro vestível

O lançamento reforça a aposta da Meta em realidade aumentada e computação vestível — um passo além dos smartwatches e fones inteligentes. A empresa enxerga os óculos como a próxima plataforma de interação digital, onde tecnologia e estilo se fundem de forma quase invisível.

“Hoje marca o início de um novo capítulo para a tecnologia vestível”, declarou a companhia. “É hora de olhar para o futuro — e ele começa por aqui.”

Com o Meta Ray-Ban Display, a fronteira entre o digital e o real fica cada vez mais tênue. O que antes parecia ficção científica começa a se tornar rotina — e, se depender da Meta, o futuro da tecnologia pode estar literalmente sobre o nosso rosto.

[Fonte: Consumidor moderno]

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