Wang entrou na Meta há apenas dois meses e já montou um time de 100 pessoas para trabalhar em seu objetivo mais ambicioso: criar uma superinteligência, uma IA com suposta capacidade sobre-humana. Durante entrevista ao podcast TBPN, ele foi direto:
“Se você tem cerca de 13 anos, deve dedicar todo o seu tempo à programação. É assim que você deve viver sua vida.”
Para ele, esportes, jogos e hobbies tradicionais não importam tanto quanto mergulhar no mundo do código e das ferramentas de IA.
Programar sabendo que tudo vai mudar

Wang explica que todos os engenheiros hoje, inclusive ele, escrevem linhas de código que provavelmente estarão obsoletas em cinco anos. Essa percepção o deixou, como descreve, “radicalizado pela programação de IA”.
O que vale agora não é dominar a sintaxe perfeita de uma linguagem, mas sim gastar tempo explorando, testando e dominando ferramentas de inteligência artificial. Segundo ele, quem acumular “10 mil horas de prática” terá uma vantagem imensa.
Adolescentes levam vantagem
Por que a aposta em jovens de 13 anos? Simples: eles têm mais tempo e liberdade para mergulhar nessas tecnologias sem as distrações e responsabilidades da vida adulta.
Wang compara o momento atual ao início da revolução dos computadores pessoais. Bill Gates e Mark Zuckerberg, por exemplo, tiveram vantagem porque cresceram brincando com as primeiras máquinas. Hoje, a chance está em aprender cedo a programar com IA e descobrir como direcionar seu potencial.
O futuro em disputa
O discurso de Wang pode soar radical, mas reflete uma visão clara: quem dominar a inteligência artificial desde cedo pode se tornar o próximo nome a mudar a história da tecnologia. Para ele, o adolescente que trocar algumas horas de videogame por código pode estar plantando as sementes do próximo império digital.
[Fonte: Estadão]