A mudança, revelada em entrevista ao The Verge, mostra como o executivo transformou o fluxo de comunicação interna da companhia ao adotar o wearable como ferramenta central. O que antes era sinônimo de reuniões extensas, hoje é substituído por textos rápidos e diretos.
Como Zuckerberg dirige a Meta só com mensagens

Segundo o próprio Zuckerberg, sua rotina executiva gira em torno de mensagens de texto enviadas diariamente pelas Meta Ray-Ban Display, as gafas de realidade aumentada desenvolvidas em parceria com a EssilorLuxottica.
“Dirijo a empresa a partir de mensagens de texto”, declarou o CEO. O curioso é que, embora conhecido por escrever relatórios longos e detalhados, quando usa as gafas seus textos ficam mais ágeis e concisos.
Alex Himel, chefe da divisão de wearables da Meta, confirma: “Mark é nosso usuário mais frequente”. Para ele, a forma de comunicação do CEO mudou não apenas por escolha pessoal, mas porque o sistema das gafas cria uma dinâmica mais objetiva.
A tecnologia por trás: a pulseira neuronal
O segredo está em um acessório que acompanha as gafas: a pulseira neuronal. Diferente de teclados virtuais ou telas sensíveis ao toque, ela capta impulsos elétricos do braço do usuário. Isso permite digitar ou executar comandos com gestos mínimos — mesmo com a mão no bolso, atrás do corpo ou ao lado.
Com essa tecnologia, Zuckerberg já alcança cerca de 30 palavras por minuto, sem precisar de teclado físico ou tela. A experiência é descrita como natural, fluida e quase invisível, trazendo um nível de discrição inédito. Para a Meta, trata-se de um dos avanços mais importantes em interação humano-máquina.
O que as gafas Ray-Ban Display conseguem fazer

O dispositivo integra uma tela waveguide embutida na lente direita, com campo de visão de 20 graus e resolução de até 42 pixels por grau. Na prática, é possível ler mensagens e ver conteúdos digitais mesmo sob luz solar intensa.
A bateria dura seis horas por carga, com recargas adicionais pelo estojo, em um padrão semelhante ao dos fones sem fio. A interface pode ser ativada com gestos simples — como uma pinça de dedos — e a tela é invisível para quem observa de fora, garantindo total discrição.
Além da troca de mensagens, as gafas permitem realizar chamadas de áudio e vídeo, ouvir música através da armação, usar inteligência artificial para identificar pessoas e objetos em tempo real e até receber instruções de navegação diretamente no campo de visão.
O futuro segundo Zuckerberg
Apesar de ainda depender parcialmente do celular, o sistema já vai além de apenas reproduzir notificações. Para Zuckerberg, as gafas representam a próxima plataforma computacional, superando celulares e computadores.
“Elas são o único dispositivo em que você pode deixar que uma IA veja o que você vê, ouça o que você ouve e converse com você durante todo o dia”, afirmou o CEO. “E quando há uma tela embutida, ela pode criar uma interface só para você.”
Na visão do fundador da Meta, o produto não é apenas um acessório tecnológico, mas o primeiro passo para uma era em que a inteligência artificial estará literalmente diante dos nossos olhos, mediando a forma como trabalhamos, nos comunicamos e interagimos com o mundo.
[ Fonte: Infobae ]