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Tecnologia

Mark Zuckerberg troca Zoom e Teams por mensagens enviadas direto das suas gafas inteligentes

O CEO da Meta decidiu mudar radicalmente a forma de comandar a empresa. Em vez de longas reuniões por videoconferência, Mark Zuckerberg agora toma decisões e dá instruções por mensagens curtas — enviadas a partir das gafas inteligentes da Meta, equipadas com tecnologia que parece saída da ficção científica.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A mudança, revelada em entrevista ao The Verge, mostra como o executivo transformou o fluxo de comunicação interna da companhia ao adotar o wearable como ferramenta central. O que antes era sinônimo de reuniões extensas, hoje é substituído por textos rápidos e diretos.

Como Zuckerberg dirige a Meta só com mensagens

Zuckerberg Meta
© Photo by DREW ANGERER/AFP via Getty Images

Segundo o próprio Zuckerberg, sua rotina executiva gira em torno de mensagens de texto enviadas diariamente pelas Meta Ray-Ban Display, as gafas de realidade aumentada desenvolvidas em parceria com a EssilorLuxottica.

“Dirijo a empresa a partir de mensagens de texto”, declarou o CEO. O curioso é que, embora conhecido por escrever relatórios longos e detalhados, quando usa as gafas seus textos ficam mais ágeis e concisos.

Alex Himel, chefe da divisão de wearables da Meta, confirma: “Mark é nosso usuário mais frequente”. Para ele, a forma de comunicação do CEO mudou não apenas por escolha pessoal, mas porque o sistema das gafas cria uma dinâmica mais objetiva.

A tecnologia por trás: a pulseira neuronal

O segredo está em um acessório que acompanha as gafas: a pulseira neuronal. Diferente de teclados virtuais ou telas sensíveis ao toque, ela capta impulsos elétricos do braço do usuário. Isso permite digitar ou executar comandos com gestos mínimos — mesmo com a mão no bolso, atrás do corpo ou ao lado.

Com essa tecnologia, Zuckerberg já alcança cerca de 30 palavras por minuto, sem precisar de teclado físico ou tela. A experiência é descrita como natural, fluida e quase invisível, trazendo um nível de discrição inédito. Para a Meta, trata-se de um dos avanços mais importantes em interação humano-máquina.

O que as gafas Ray-Ban Display conseguem fazer

Rayban
© Florence Ion / Gizmodo

O dispositivo integra uma tela waveguide embutida na lente direita, com campo de visão de 20 graus e resolução de até 42 pixels por grau. Na prática, é possível ler mensagens e ver conteúdos digitais mesmo sob luz solar intensa.

A bateria dura seis horas por carga, com recargas adicionais pelo estojo, em um padrão semelhante ao dos fones sem fio. A interface pode ser ativada com gestos simples — como uma pinça de dedos — e a tela é invisível para quem observa de fora, garantindo total discrição.

Além da troca de mensagens, as gafas permitem realizar chamadas de áudio e vídeo, ouvir música através da armação, usar inteligência artificial para identificar pessoas e objetos em tempo real e até receber instruções de navegação diretamente no campo de visão.

O futuro segundo Zuckerberg

Apesar de ainda depender parcialmente do celular, o sistema já vai além de apenas reproduzir notificações. Para Zuckerberg, as gafas representam a próxima plataforma computacional, superando celulares e computadores.

“Elas são o único dispositivo em que você pode deixar que uma IA veja o que você vê, ouça o que você ouve e converse com você durante todo o dia”, afirmou o CEO. “E quando há uma tela embutida, ela pode criar uma interface só para você.”

Na visão do fundador da Meta, o produto não é apenas um acessório tecnológico, mas o primeiro passo para uma era em que a inteligência artificial estará literalmente diante dos nossos olhos, mediando a forma como trabalhamos, nos comunicamos e interagimos com o mundo.

 

[ Fonte: Infobae ]

 

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